Ocidente se prepara para enfrentar “Natal sangrento” prometido pelo Estado Islâmico

Diversos países têm colocado barreiras contra atropelamentos em locais de grande movimento


Ocidente se prepara para enfrentar "Natal sangrento" prometido pelo EI

O Estado Islâmico deixou de existir como califado, tendo perdido seu território para a coalizão de países que lutavam contra os jihadistas na Síria e no Iraque. Mesmo assim, sua ameaça de um “Natal sangrento” tem deixado várias nações preocupadas.

Embora as autoridades neguem ser por causa de terrorismo, em várias cidades foram flagradas contenções de concreto sendo colocadas. Algumas são disfarçadas de decorações natalinas, outras simplesmente são vasos enormes. O fato é que elas não estavam naqueles lugares até semana passada.

Com a proximidade das festas de final de ano, barreiras foram postas em locais de grande movimento de pessoas, como as feiras de Natal. Afinal, no ano passado a Alemanha testemunhou um atropelamento em uma dessas feiras típicas, que deixou 36 mortos. O motorista era um imigrante islâmico afegão.

Essas “contenções disfarçadas” foram divulgadas por diferentes jornais.

O site alemão Deutche Weller, um dos mais populares do país, flagrou “embalagens de presentes” que são, na verdade, blocos de concreto pesando cerca mais de uma tonelada.

“Presentes de Natal”

Vinte deles estão nos acessos da praça na cidade de Bochum, onde ocorre anualmente uma popular feira de Natal. Barreiras similares foram montadas nas cidades de Augsburg e Munique e devem surgir outras, já que na maioria das cidades as feiras ainda não estão funcionando.

Na Inglaterra, noticia o Hull Daily Mail, as bases das árvores de Natal colocadas diante da Queen Victoria Square são feitos de concreto e a proximidade delas forma uma espécie de barreira de proteção, capaz de impedir o avanço até de um caminhão.

"Árvores de Natal"
“Árvores de Natal”

Longe dali, segundo a ABC, na Austrália, foram gastos 10 milhões de dólares em “segurança extra”, que incluem gigantescos vasos em algumas cidades. Em outras, são postes de cerca de 1,20 metro de altura sem disfarce impedindo o acesso a lugares de grande fluxo. As autoridades australianas baixaram uma nova lei, onde qualquer suspeito a partir de 14 anos de idade poderá ser detido para interrogatório caso a polícia identifique essa necessidade.

Embora o discurso oficial é de que os países estão sempre preparados e confiam em seus departamentos de inteligência para prevenir atentados, as ameaças do Estado Islâmico estão se multiplicando, na conhecida estratégia de gerarem um clima de medo e insegurança.

O SITE Intelligence, organização que monitora ameaças terroristas em todo o mundo, vem divulgando nos últimos dias diferentes imagens produzidas pelo Estado Islâmicos, estimulando ataques do tipo “lobo solitário” contra civis.

Lobo solitário
Lobo solitário do Estado Islâmico.

A alusão fica clara em uma dessas figuras, que mostra um soldado com o rosto coberto ao lado de um lobo e de um lançador de foguetes. Ela chama atenção de modo especial por ter ao fundo a Praça de São Pedro, no Vaticano, símbolo do cristianismo. O texto deixa uma mensagem dos extremistas: “Prepare para mostrar a eles o significado de terrorismo… Não poupe seu sangue, a recompensa é o paraíso… O que está para vir é ainda pior”.

Também há menção que “a festa dos cruzados está se aproximando”, referindo-se ao Natal. “Cruzados” é como os terroristas chamam os cristãos, ligando-os aos soldados que combateram os islâmicos durante as Cruzadas da Idade Média.

As imagens mostram jihadistas em cenários que remetem ao Natal, com uma mensagem em inglês, francês e alemão, que diz: “Em breve, nas festividades”.

"Natal sangrento" em Paris
“Natal sangrento” em Paris

Uma das fotomontagens mostra uma figura sinistra com uma faca cheia de sangue olhando para um mercado de Natal com a Torre Eiffel em segundo plano. Outra das ameaças mostram um Papai Noel – que seria um jihadista disfarçado – ao lado de uma caixa de dinamites olha para a Times Square, um dos cartões postais mais famosos dos EUA. A mensagem é clara: “Nos encontramos em Nova York… em breve”.




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