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ONU alerta: “Estado Islâmico ressurgiu” e está “preparado para a guerra”

Existem cerca de 30 mil jihadistas prontos para combate, em nova “onda de ofensivas”


Estado Islâmico
Estado Islâmico. (Foto: Getty)

No seu auge, o Estado Islâmico controlava cerca de 10 milhões de pessoas. Do norte de Bagdá, Iraque, até os subúrbios de Aleppo, na Síria, eles dominaram territórios, escravizaram e matarem ‘infiéis’ e praticaram o terror. Após anos de sucessivas batalhas, perderam o território do seu autoproclamado califado e se espalharam por várias partes do mundo.

Agora, um relatório da ONU afirma que o grupo terrorista ressurgiu, e “reúne cerca de 30.000 combatentes” no Iraque e na Síria. Segundo o levantamento, isso inclui “milhares de combatentes estrangeiros ativos.”

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Esses jihadistas também estão “se escondendo em comunidades solidárias e áreas urbanas”, enquanto o grupo se concentra cada vez mais nas táticas de guerrilha. Há registros que eles ocupam “bolsões” em locais isolados da Síria, alguns na fronteira com Israel.

Em julho de 2017, as forças iraquianas e curdas, apoiadas pelo poder aéreo do Ocidente, recapturaram a terceira cidade de Mosul, no Iraque, após uma feroz batalha. Pouco tempo depois, houve a queda de Raqqa, considerada a ‘capital’ do Estado Islâmico.

Os registros mais recentes dão conta que os membros do EI estariam se preparando para uma “onda de ofensivas em todo o mundo”. Além do Oriente Médio, eles estão realizando ações terroristas no norte da África, em especial na Líbia e no Egito, além de atuarem em países asiáticos como Afeganistão e Filipinas.

Apoio de outros grupos

Enquanto isso, a Al-Qaeda também continua perigosa, com poderosas franquias no Iêmen, na Somália e em partes do norte da África. De acordo com o relatório da ONU, o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, está “projetando sua autoridade mais efetivamente do que antes”.

As Nações Unidas também dizem que “há temores de que os combatentes do Estado Islâmico que retornam do Iraque e da Síria possam realizar ataques, especialmente na Europa”.

Agentes da Irmandade Muçulmana também trabalham incansavelmente em países ocidentais para doutrinar as pessoas com a ideia de que o terrorismo é algo distinto do Islã. No entanto, há extensivo registros de autores islâmicos afirmando claramente que é dever dos muçulmanos levarem adiante a jihad como forma de expansão da “Casa do Islã”.

Um deles, Taliban Hamsa, envolvido no recrutamento para o Estado Islâmico, desafiou a polícia a chamar um especialista religioso para provar sua afirmação que o “EI é o verdadeiro Islã”.

Um artigo do Washington Post causou muito debate ao dizer que “O EI realmente não tem nada a ver com o Islã”. Mesmo assim, afirmou: “Se você realmente olhar para a abordagem do EI seria difícil – impossível, na verdade – concluir que eles estão inventando as coisas à medida que avançam para, em seguida, colocar uma perspectiva islâmica depois que iniciam suas ações”.

A verdade é que o Estado Islâmico defende a literalidade de textos islâmicos e ainda representa um movimento “reformista”, que remonta às raízes da conquista do Islã. Sabe-se que ele recebeu apoio estatal da Turquia. Com informações Expresss



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