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ONU condena Israel por “uso excessivo de força” na fronteira de Gaza

Brasil ficou com a maioria e votou em desfavor de Israel, seguindo a moção de Argélia e Turquia


A Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou Israel nesta quarta-feira (13) pelo “uso excessivo de força” contra os palestinos na fronteira com a Faixa de Gaza. Foi pedido que o secretário-geral António Guterres, fornecesse um “mecanismo internacional de proteção” ao território palestino ocupado.

Trata-se de uma resolução não-obrigatória, mas carregam peso político. O placar indicou 120 votos a favor, 8 contra e 45 abstenções. O Brasil ficou com a maioria e votou em desfavor de Israel, seguindo a moção de Argélia e Turquia.

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Os Estados Unidos haviam vetado uma resolução semelhante no Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros, no início deste mês. Hoje, a embaixadora norte-americana Nikki Haley tentou condenar o Hamas, grupo terrorista que governa a Faixa de Gaza, por disparar foguetes contra Israel.  Contudo, não obteve a maioria de dois terços e seu pedido não foi incluída na resolução final.

Verde: a favor  Vermelho: contrário Amarelo: abstenção

Hamas é poupado

O texto aprovado pela Assembleia Geral condenou o lançamento de foguetes de Gaza contra áreas civis israelenses, mas não menciona o Hamas.

“A resolução é unilateral, não faz uma menção ao Hamas que rotineiramente inicia a violência”, disse Haley  durante o debate que precedeu a votação, acrescentando que “o que diferencia Gaza é que atacar Israel é seu esporte político favorito”.

Por sua vez, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que a resolução oferece “empoderando ao Hamas” e os países que a apoiam estão”em conluio com uma organização terrorista”. “Eu tenho uma mensagem simples para aqueles que apoiam esta resolução. Você é a favor da munição para as armas do Hamas, você é a ogiva de seus mísseis”, disparou.

Danon foi bastente enfático em seu breve discurso: “A sessão de hoje tratou do direito de defendermos o nosso povo. É uma tentativa da comunidade internacional de tirar o nosso direito básico de autodefesa. Essa resolução não protege os palestinos inocentes. Não protege israelenses inocentes. Não condena, nem sequer menciona o Hamas, a organização terrorista internacionalmente reconhecida e diretamente responsável pela violência em nossa região”. Com informações de Times of Israel



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