ONU contraria Trump e tenta impor a criação de Estado palestino

"Solução de dois Estados é o único caminho", declarou o enviado da ONU para o Oriente Médio


ONU contraria Trump e tenta impor Estado palestino

Após o encontro histórico, que promete mudar as relações entre os Estados Unidos e Israel, a possibilidade de se entregar parte do território israelense e dividir Jerusalém parece ter ficado mais distante.

Mas a ONU decidiu, nesta quinta-feira, mandar um recado para o presidente Donald Trump. O enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, afirmou ao Conselho de Segurança da instituição que “a solução de dois Estados continua sendo o único caminho para conseguir as legítimas aspirações nacionais dos dois povos”.



A resposta veio menos de 24 horas após o presidente americano cogitar outras fórmulas, dando a entender que mudará drasticamente a política externa dos EUA. Sua declaração que a paz não passaria, necessariamente, pela criação de um Estado palestino causou tumulto no mundo diplomático.

Mladenov reassegurou que os “eventos recentes” em torno do conflito devem preocupar todo o mundo e advertiu contra fórmulas pouco definidas para tentar solucionar o conflito. Afinal, a ideia de dois Estados conta com o respaldo praticamente unânime da comunidade internacional e vem sendo imposta pela ONU há décadas.

O pronunciamento do diplomata ecoa apenas a posição do novo secretário-geral da ONU, António Guterres, o qual já tinha defendido que a criação de um Estado palestino é “a única solução”. Em visita recente ao Cairo, o português declarou: “É preciso fazer todo o possível para realizar esta solução”.



A postura oficial das Nações Unidas é que Israel precisa parar com a expansão dos assentamentos em territórios reclamados pelos palestinos.

Nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança analisa o conflito em uma reunião a portas fechadas. Ainda assim, embaixadores de vários países presentes na reunião demonstraram apoio à criação de um Estado palestino.



O Conselho de Segurança, formado por 15 países, é responsável pelas questões internacionais relacionadas à paz e segurança, além de recomendar a admissão de novos Estados-membros. Isso pode significar que a Palestina, atualmente um estado-observador, possa receber o status de país-membro em breve. Com informações das agências e YNet




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