Padre afirma que filhos de gays podem ser batizados

Afirmação veio após polêmica em torno de batismo de filhos do ativista gay Toni Reis


Padre afirma que filhos de gays podem ser batizados

O batizado de três filhos de um casal homossexual em uma igreja de Curitiba, no Paraná, ganhou destaque no cenário nacional principalmente pelo fato do casal, que compartilhou a novidade ao Vaticano, ter recebido uma carta do Papa Francisco.



No entanto, a novidade não é tão nova assim. Em entrevista à Agência Italiana de Notícias no Brasil (Ansa), o padre Alex, que desempenha atividades na Arquidiocese de Curitiba, afirma que o batismo de filhos de casais homoafetivas é aceito desde 1980 pela Igreja Católica.

“Na verdade, nós já temos essa autorização faz algum tempo. Não é o primeiro caso, mas este teve muita visibilidade, até porque a luta de Toni [Reis] é famosa. Temos a intenção de batizar todas as pessoas que pedem o batismo. Essa é a orientação da Igreja”, afirmou.


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O caso alcançou relevância pelo fato de Toni Reis ser secretário de educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e ter usado seu Facebook para contar o fato de, junto com David Harrad, conseguido batizar seus três filhos.



Depois de ter conseguido batizar no final de abril, por meio de uma cerimônia ocorrida na Catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na capital paranaense, o casal mandou uma carta ao Vaticano, que foi respondida, o que causou alegria aos parceiros.

Mesmo assim, Alex diz que a resposta do Papa não é inédita. “É uma carta padrão, as pessoas que se correspondem com a Santa Sé recebem respostas”.



Depois de quatro negativas de diferentes paróquias, o casal conseguiu. “Eles procuraram a Catedral de Curitiba, e o pároco de lá, já sabendo disso, apenas comunicou o arcebispo. Mas não é algo difícil de conseguir”, pondera.

Ele reitera, apenas, que os filhos devem ser instruídos na fé cristã do catolicismo. “A fé católica considera como matrimônio apenas a união entre homem e mulher, mas não condena pessoas homoafetivas que vivem juntas”. Com informações ISTOÉ




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