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Papa admite que há uma “cultura do abuso e do acobertamento” na Igreja

Francisco condenou a prática e pediu desculpas


Papa Francisco
Papa Francisco durante a Audiência Geral. (Foto: Reprodução / Youtube)

Em exortação apostólica, emitida esta semana, o papa Francisco reconheceu a demora da Igreja em reagir a denúncias de abuso sexual. Também admitiu que a troca do comando eclesiástico não é suficiente.

A carta era endereçada aos católicos do Chile, onde sucessivos escândalos sexuais resultaram na troca de todos os bispos do país, fato inédito na história da Igreja Católica. O pontífice admitiu, pela primeira vez, que a Igreja demorou a reagir às denúncias de abuso sexual por clérigos.

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“A cultura do abuso e do encobrimento é incompatível com a lógica do Evangelho e a salvação oferecida por Cristo é sempre uma oferta […] Nunca é por coação ou por obrigação. Envergonhado, devo dizer que não soubemos escutar e reagir a tempo [às denúncias]”, afirmou, fazendo um pedido de desculpas.

No texto de oito páginas disse ainda que “A renovação da hierarquia eclesiástica não gera por si mesma a transformação que o Espírito Santo nos impele. Nos é exigido promover conjuntamente uma transformação eclesiástica que envolva a todos”.

Além da exortação, Francisco anunciou que convidará a Roma sete das vítimas que denunciaram os abusos sexuais do sacerdote Fernando Karadima. Recentemente, ele também anunciou “mudanças” a curto, médio e longo prazo para restaurar “a justiça” na Igreja chilena, após ter lido as conclusões de uma investigação sobre os abusos sexuais cometidos pelo clero. Com informações Christian Today




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