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Papa muda catecismo e condena pena de morte

Texto pede abolição da pena capital em todo o mundo


Papa Francisco
Papa Francisco

A partir desta quinta-feira (2), o antigo Catecismo da Igreja Católica terá uma alteração promovida pelo papa Francisco.

A redação do ponto 2267 dizia: “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.”

Recentemente, a Congregação para a Doutrina e Fé afirmou que a antiga redação do Catecismo poderia “ser melhorada” diante do “desenvolvimento da compreensão da dignidade humana”.

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Agora, a nova formulação do ponto 2267 declara que “durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”.

Dia ainda que “hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos”. A porção final declara: “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’, e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo”.

Tendência mundial

A decisão da Igreja Católica parece acompanhar uma tendência mundial de abolição da pena capital. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC).

“Há um crescente consenso internacional que a pena de morte é uma violação dos direitos humanos”, explica Robert Dunham, diretor-executivo do DPIC.

Embora nenhum país tenha sido nomeado pelo papa, estudos mostram que os países que mais aplicam a pena capital são islâmicos: Irã, Arábia Saudita, Iraque e o Paquistão. Também integra a lista dos maiores índices a China – governada pelo Partido Comunista – mas que não divulga números oficiais. Com informações Catholic Herald



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