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“Parlamento e Fé” mostra a união de políticos evangélicos de toda América Latina

Assuntos tratados vão desde a relação com Israel ao combate do marxismo cultural


O panorama político e ideológico de quase todos os países da América Latina nos últimos 20 anos é muito parecido. Os grupos ideológicos alinhados à esquerda governaram várias deles e, mais recentemente, foram perdendo o poder, enquanto surgiam sucessivos escândalos de corrupção.

Na noite de abertura do congresso “Parlamento e Fé”, realizado em Gramado (RS), cerca de 100 líderes políticos e religiosos reuniram-se para falar sobre os passos necessários para a restauração das nações, conforme os preceitos da Palavra de Deus.

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Deixando claro que há um respeito pela laicidade do Estado, o tom do evento ressaltou a necessidade de as igrejas defenderem seus valores também na plataforma política.

Idealizado pelo argentino Luciano Bongarrá, o congresso aconteceu pela primeira vez no Brasil, provocando uma reflexão sobre o panorama político no continente.

Em um dos discursos de abertura, o deputado federal Hidekazu Takayama, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, destacou o trabalho feito no Congresso Nacional para barrar centenas de propostas de leis que vão de encontro aos princípios cristãos, ainda que esta seja a profissão de fé da maioria da população. Segundo o parlamentar, o Brasil está em um momento decisivo, quando a oração da Igreja se faz necessária ao lado do voto consciente.

Também falou aos presentes o cônsul de Israel em São Paulo, Dori Goren, que destacou a relação histórica de amizade entre os países latinos e o Estado Judeu, especialmente o Brasil, pela atuação decisiva de Osvaldo Aranha na assembleia da ONU que permitiu que Israel voltasse a ser uma nação independente.

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Goren lamentou os votos recentes, na ONU e na UNESCO, onde o Brasil negou-se a reconhecer os lações históricos dos judeus com seus lugares sagrados, sobretudo o monte do Templo. O cônsul destacou que, embora os governantes votem contra Israel, o amor dos brasileiros por seu país é conhecido. Destacou ainda que fica muito feliz em ver as manifestações de apoio a Israel, sobretudo das igrejas evangélicas.

Quando Bongarrá subiu ao palco, destacou que existe em toda a América Latina uma luta contra o marxismo cultural e as agendas políticas impostas pelo Foro de São Paulo – fundado nos anos 1990 por Lula e Fidel Castro – que afrontam os valores judaico-cristãos. Ele destacou a situação da Venezuela como o maior exemplo do fracasso do projeto de poder socialista, que afundaram a nação. Porém, deixou claro que quando os cristãos se unem e ocupam os espaços na sociedade, o evangelho tem poder para impedir o avanço dessas agendas.

O presidente da Coalização de Lideranças Hispânicas pró-Israel, Mario Bramnick destacou as mudanças pelas quais passam os Estados Unidos, sobretudo no campo moral e como isso está influenciando outros países. Ele faz parte do grupo de pastores que reúnem-se para orar regularmente com o presidente Donald Trump e revelou que a proibição de repasses de verbas para clínicas de aborto afetou vários países latinos.

Fechando a noite, o mexicano Carlos Perea destacou o papel dos evangélicos no cenário político latino-americano e a necessidade de a Igreja influenciar a sociedade como um todo. Ele mencionou as atuações de pastores no campo político, que nem sempre são bem aceitas pela população.

O evento, que vai até o domingo 29, tem a cobertura exclusiva do portal Gospel Prime.



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