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Pastor e familiares são queimados por guerrilha comunista na Nicarágua

Forças militares ligadas ao governo incendiaram casa, matando duas crianças


Casa do pastor incendiada por criminosos pró-governo
Casa do pastor incendiada por criminosos pró-governo. (Foto: La Prensa)

A crise social da Nicarágua já deixou quase 200 mortos desde o início das manifestações, em meados de abril.

Na capital Manágua, um pastor, sua esposa e outros membros da família, incluindo duas crianças com menos de 3 anos, foram queimados por membros de uma guerrilha comunista ligada ao governo.

Eles jogaram coquetéis molotov na residência deles, causando um incêndio que matou a todos que estavam nela.

Segundo testemunhas, no último final de semana, o pastor Óscar Velásquez Pavón e sua esposa Maritza recusaram-se a abrir sua casa ao grupo sandinista (de ideologia comunista), que apoia o presidente Daniel Ortega.

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A guerrilha comunista queria colocar franco-atiradores no terceiro piso da casa onde a família morava, para disparar contra pessoas que faziam uma manifestação do outro lado da rua. Como o Pavón não concordou, os guerrilheiros incendiaram o local com oito pessoas dentro.

Além do pastor e esposa, morreram seu filho Alfredo, a cunhada Mercedes e os netos Mathias (3 anos) e Daryeli (3 meses). Há relatos que eles tentaram sair de casa, mas foram impedidos pelos soldados, que apontavam suas armas contra eles. Dois outros membros da família conseguiram escapar pela parte de trás.

No domingo, o ministério Centro Cristão Apostólico, onde todos eram membros, velaram os corpos. Houve várias manifestações dos cristãos, apelando que houvesse justiça.

O presidente Ortega, que está no poder há 11 anos, tem contra si várias denúncias de corrupção. Existe uma grande revolta de parte da população, que exige sua saída e o fim do governo de viés comunista que arruinou o país.

Ele e seus aliados, incluindo grupos sandinistas, tem respondido com violência contra as manifestações. As imagens dos corpos das crianças têm circulado nas redes sociais como símbolo da repressão no país. Com informações de La Prensa



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