Pastor é indiciado por quebrar imagens de terreiro

Caso ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense


Pastor é indiciado por quebrar imagens de terreiro

Um homem, que publicou um vídeo o qual quebra imagens religiosas de um terreiro e se identifica como pastor Daniel Martins Francisco, foi indiciado em um inquérito policial por discriminação religiosa com base na Lei de Racismo.

O material gravado que foi utilizado como base da acusação foi entregue aos policiais por meio da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (Sdhmi), depois que receberam uma denúncia.



De acordo com informações divulgadas pelo jornal Extra, o vídeo foi gravado em 29 de agosto no bairro Jardim Paraíso, localizado na cidade de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro.

Na gravação, o pastor afirma que as imagens do terreiro eram representações de demônios e que atormentavam uma família. O 58ª DP afirma que o material era de uma filha de santo que teria se convertido na igreja a qual o líder é responsável.

A ação, baseada na Lei de Racismo, prevê pena que varia entre dois a quatro anos de prisão, caso o pastor seja condenado. O secretário de Direitos Humanos, Átila Alexandre Nunes, defendeu parte do segmento evangélico.



“Não acredito que verdadeiros pastores incitem a violência e o ódio entre religiões. Quem faz isso é um fanático, não é um cristão. Identificar e punir os autores deste crime é essencial para que outros intolerantes vejam que delitos como estes não fiquem impunes em nosso estado”, argumentou.

Ele acredita que, nestes casos, assim como no caso recente da mãe de santo obrigada por traficantes a destruir seu local de atuação, deve-se ter punições pela intolerância religiosa. A secretaria estima que oito terreiros foram atacados nas duas últimas semanas.

“Temos hoje uma pequena notificação dos crimes de intolerância religiosa, por que muitas vítimas não fazem o registro de ocorrência na delegacia”, acrescentou Átila Alexandre.

Até o final deste ano acredita-se que a secretaria divulgará, junto com a Secretaria de Segurança, a criação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).




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