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“Pastor Insano” aposta em fantasia de Batman para atrair pessoas

Ivan Junio garante: “Esta é a forma como o Espírito Santo tem me dirigido a pregar”


Ivan Junio Brito pregando vestido de Batman. (Foto: Divulgação)
Ivan Junio Brito pregando vestido de Batman. (Foto: Divulgação)

O pastor Ivan Junio ficou conhecido por usar fantasias no púlpito. Imagens dele vestido de Batman já viraram memes nas redes sociais, mas ele não se importa com isso.

Em entrevista ao Gospel Prime, conta que é apenas “um jovem pastor com a imaginação fértil e usando toda a minha criatividade a favor de minha missão para o Reino daquele que me chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz, meu Salvador e rei Jesus”.

Vê a si mesmo como “um contador de histórias, mas não quaisquer histórias, são histórias que possam tocar e transformar vidas. Insano aos olhos do mundo por escolher as loucuras de Deus que são mais sábias que a sabedoria humana”.

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O uso da palavra insano o acompanha tanto nos seus perfis de mídia social quanto no site de seu ministério, o Rede Insana.

Ao falar sobre o uso de fantasias, traça um paralelo com os profetas bíblicos. “Sempre procuro ilustrar minhas mensagens. Gosto de contar parábolas, mas não apenas contar, gosto de expressar com minha vida a mensagem. Na Bíblia é comum vermos Deus chamando os profetas a fazerem algumas coisas que pareceram insanidade, mas que tinham o propósito de ilustrar verdades profundas”.

Ivan Junio Brito. (Foto: Divulgação)
Ivan Junio Brito. (Foto: Divulgação)

Ele cita diversas passagens, lembrando que Ezequiel, Isaías e Oséias, por exemplo, foram chamados pelo Senhor para fazer coisas que eram consideradas loucura, mas não deixaram de obedecer. “Foram direções que Deus deu a seus mensageiros para que não apenas falassem, mas vivessem a mensagem. Creio muito no poder da ilustração e por isso tenho utilizado meu contexto histórico, filosófico e cultural para exemplificar verdades do reino”, assegura.

Além da roupa de Batman, ele já se vestiu também de Chaves, Lanterna Verde e um cowboy, sempre para ilustrar a mensagem. Para Ivan, esses elementos culturais ajudam a comunicar. Ele não está sozinho. Sua esposa já pregou vestida de “Chiquinha” e tem feito “muitas loucuras” ao lado dele.

Esposa de Ivan já pregou vestida de “Chiquinha”.

“Se olharmos para algumas décadas atrás veremos que muitas coisas que hoje fazem parte do nosso culto eram ridicularizadas e consideradas ‘do diabo’. As pessoas vestem uma fantasia para irem a uma festa, assistem o filme do Batman no cinema e também em casa, até vestem uma camiseta dele, mas as mesmas pessoas não concordam em usar para pregar uma mensagem”, avalia.

As comparações com o pastor Lucinho, da Lagoinha, que também usa fantasias, são inevitáveis. Ivan diz que Lucinho é “um grande amigo”, mas que ele já fazia algumas “loucuras” antes de conhecê-lo.

“Não posso falar sobre os resultados dele, mas posso falar que a mensagem do Batman é uma das mais impactantes das que tenho pregado e tenho muitos testemunhos de pessoas que foram tremendamente edificadas e outras também salvas através dessas pregações”, conta o pastor. Por isso, ele continua com essa estratégia: “Na pregação eu poderia apenas citar o homem morcego e sua história, mas o fato de me vestir, criar um cenário, fazer uma divulgação, gerar curiosidade, todos esses fatores contribuem para que as pessoas não apenas ouçam uma mensagem, mas também captem a essência de como podemos encarnar a mensagem e fazer o que for preciso para transmiti-la”.

Ele avalia que há um fator pedagógico nessa maneira de ministrar: “Muitos pesquisadores e cientistas têm chegado ao consenso de que as pessoas se esquecem facilmente daquilo que ouvem, mas dificilmente se esquecerão de uma mensagem que ouviram acompanhada de uma experiência. É exatamente isso o que tenho feito com cada uma das minhas mensagens, sempre procurando algo no nosso contexto que possa ressignificar e usar como exemplificação prática, convidando os ouvintes a um ambiente em uma experiência para que a mensagem tenha uma marca muito maior em suas vidas”.

Sua opção, explica, também foi resultado de oração. “Esta é a forma como o Espírito Santo tem me dirigido a pregar e, como sempre costumo dizer, precisamos estar dispostos a obedecer as direções do Espírito, tendo a certeza de que seremos muitas vezes mal compreendidos por aqueles que conhecem superficialmente o que estamos fazendo. Vestir-me de Batman para pregar é apenas uma das muitas “insanidades” que o Espírito Santo tem me chamado a fazer para trazer mais sanidade e santidade para a minha geração e, graças a ele, tenho já tenho visto muitos frutos”.

Entre seus projetos está ampliar o “Desafio 42 dias”, onde incentiva as pessoas a lerem a Bíblia toda nos primeiros 42 dias do ano. “Este ano tivemos mais de 3 mil participantes em diversos lugares e já vamos para 10 anos fazendo este e outros desafios para levarem as pessoas a amarem e se dedicarem mais a Palavra do Senhor”, comemora. Em breve também lançará o livro “Colecionador de Testemunhos”, onde compartilha experiências ao longo seus 15 anos de ministério.




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