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Pastor liberal diz que é uma “honra ser chamado de herege”

Rob Bell critica a subcultura das igrejas evangélicas: “show de horrores”


Rob Bell
Rob Bell ministrando. (Foto: Facebook)

O escritor Rob Bell, conhecido mundialmente por sua postura liberal, foi pastor da Mars Hill, uma megaigreja com cerca de 10 mil membros. Autor de vários livros best-sellers, abriu mão do pastorado para produzir, segundo ele, entretenimento de cunho espiritual, e dar palestras.

Teve um programa de TV, que naufragou na audiência e recentemente lançou um documentário autobiográfico chamado “Heretic” [Herege]. Em entrevista esta semana ele afirmou que continua apoiando o casamento de pessoas do mesmo sexo e que o rótulo de “herege” tornou-se uma honra para ele. A primeira vez que foi chamado assim foi por Franklin Graham, que também o classificou de “falso pregador” em uma entrevista à Fox News, em 2011.

Apesar de ter passado mais de 10 anos envolvido com a plantação da Mars Hill, ter pregado centenas de sermões para os membros e participado de um grande número de eventos para líderes, ele confessa que nunca se sentiu confortável na “subcultura evangélica”, algo que ele classifica como “um show de horrores”

Bell lamenta que suas posturas nunca foram bem aceitas e isso contribuiu com sua decisão de se afastar do meio evangélico e não querer ser chamado de “cristão”, pois acredita que Jesus não fundou a religião que se identifica assim.

“No século XXI, [a Igreja] não está ensinando graça, compaixão, solidariedade e a não-violência dos ensinamentos de Jesus, mas está focada na defesa de sua visão particular do mundo, o livre mercado da fé e o capitalismo”, dispara. Segundo ele, a igreja revela ser, na verdade “maculada e corrupta”.

O autor de “O amor vence”, onde defendia que não há inferno nem condenação eterna, explica que ficou muito triste na época (2011), quando cerca de mil membros saíram da Mars Hill por conta disso.

Hoje ele defende que “o movimento de Jesus nasceu como um contra-ataque ao império, sendo um movimento subversivo que ensinava a cuidarmos uns dos outros. É pelo amor sacrificial que mundo se torna melhor, não pela violência coerciva”.

A frase de efeito é uma crítica direta aos evangélicos que defendem o direito de todo cidadão andar armado, rejeitam as pautas LGBT, o aborto e temem a crescente influência islâmica no Ocidente.

Para Bell, os líderes cristãos “sequestraram a narrativa bíblica” e distorceram os ensinamentos das Escrituras. Por isso, sua conclusão é que “as religiões falharam”.

Contudo, a espiritualidade que ele defende hoje basicamente é um ataque a tudo que os evangélicos historicamente defendem. De várias formas, é uma manifestação extrema do liberalismo que é usado como base para as igrejas que focam somente no chavão “Deus é o amor”. Em nome desse amor pode-se tudo, menos chamar pecado de pecado. Com informações de Christian Post




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