12/02/2016 - 18:00

Pastor da maior igreja da China é preso por se opor ao controle do Estado

Gu Yuese foi acusado de “corrupção” pelo partido comunista


Pastor da maior igreja da China é preso por se opor ao controle do Estado Pastor da maior igreja da China é preso

China Aid, uma organização cristã que luta pelos direitos humanos está denunciando a prisão abusiva do pastor Gu Yuese, da Igreja Chongyi, da cidade de Hangzhou. Trata-se da maior igreja evangélica sancionada pelo governo na China, com cerca de 10.000 membros.

Bob Fu, fundador e presidente da China Aid, disse ao The Christian Post que trata-se de uma prisão política, uma vez que o pastor Gu estava contrariando as ordens do Partido Comunista. Acusado de corrupção pelo regime totalitarista chinês, na verdade seria uma represália pelo fato dele se opor a interferência do governo nas igrejas.

Embora tenha sido levado por policiais em janeiro e colocado sob “vigilância residencial em um local designado”, somente agora está sendo formalmente acusado. Embora não haja provas, ele deve ser levado a uma penitenciária em breve. Lideranças da igreja chinesa temem pela vida do pastor.

Gu Yuese entrou em rota de colisão com os comunistas por ser uma das vozes mais representativas a se opor à remoção cruz forçada de centenas de igrejas em várias províncias.

Embora as autoridades chinesas tenham por hábito prender e ameaçar pastores cristãos das igrejas subterrâneas, Gu é o mais importante representante da “igreja oficial” – controlada pelo governo – a ser preso desde a revolução comunista na década de 1960. Ironicamente, durante muito tempo, o pastor era acusado de ser um “garoto-propaganda” do governo, para divulgar a falsa liberdade religiosa em solo chinês.

O presidente da China Aid denuncia que está ocorrendo uma grande onda de detenções de líderes evangélicos chineses nos últimos meses, algo que não é divulgado pela imprensa. Porém, o fato de ser alguém que durante muito tempo trabalhava para o governo pode gerar um “efeito cascata que abalará o ânimo dos líderes evangélicos em toda a nação”, disse Fu.

Sem comunicação com sua congregação, a última mensagem do pastor antes de ser preso foi uma carta em que incentiva os cristãos “a serem fiéis e obedecer a palavra do Senhor, lembrando que a verdadeira fé é testada pelo fogo”.

Para o presidente da China Aid, a decisão do governo em se voltar contra o pastor da maior igreja evangélica oficial do país mostra que o Partido Comunista chinês teme que o crescente número de crentes e sua influência social “acabe” com o regime.

Fu explica que o governo já admitiu em alguns documentos oficiais que ele está trabalhando para “conter o crescimento desenfreado do cristianismo”. Isso incluiria um projeto para fechar todas as igrejas evangélicas do país.

A campanha recente do governo chinês para restringir o cristianismo começou com centenas de cruzes removidas das igrejas, passou para templos demolidos e agora é vista no aumento do número de pastores presos. Nada disso tem detido o crescimento das igrejas evangélicas.

Embora o número exato de cristãos na China seja difícil de calcular, estudos mostram que a partir de 2011 havia 67 milhões de cristãos dentro da China.

“É um medo político do Partido Comunista, pois o número de cristãos no país supera em muito os membros do Partido”, acrescentou.



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