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Pastores metodistas, luteranos e episcopais se unem para defender o aborto nos EUA

“Carta aberta” assinada por líderes religiosos choca comunidade cristã


Mulher grávida
Mulher grávida

Um grupo de pastores e líderes religiosos do estado de Iowa, Estados Unidos, assinou uma “carta aberta” esta semana, defendendo o direito de as mulheres abortarem e se opondo às políticas estimuladas pelo governo Trump.

O documento critica os deputados de Iowa que estão tentando aprovar uma lei que proíbe abortos a partir do momento em que o batimento cardíaco do feto poder ser detectado, com cerca de seis semanas de gravidez.

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Os cientistas descobriram que o batimento cardíaco de um feto começa cerca de 21 dias após a fertilização – geralmente antes que a mulher saiba que está grávida. Muitos estudos sobre o desenvolvimento fetal relatam isso.

“Não é o papel do governo infringir o direito da mulher de tomar decisões médicas pessoais”, escreveram os 66 signatários. Entre eles há pastores da Igreja Metodista Unida, Igreja Evangélica Luterana da América, Episcopal, Igreja Presbiteriana (PCUSA), Igreja Unida de Cristo, da Igreja Cristã (Discípulos de Cristo) e Batista Americana. Além disso, há membros do movimento Judaísmo Reformado, e das seitas não cristãs Universalismo Unitário, e Igreja Humanista Vida Universal.

O uso de nomes de igrejas conhecidas causou choque e surpresa na comunidade cristã conservadora, que é maioria no país.

Contudo, vale lembrar que algumas das denominações a que pertencem esses líderes religiosos não defendem o aborto, sendo uma postura particular.

A Igreja Episcopal, a Metodista Unida e a Igreja Evangélica Luterana da América defendem o aborto em alguns casos. A Igreja Presbiteriana (PCUSA) e a Igreja Unida de Cristo já assumem oficialmente uma posição favorável à interrupção da gravidez. Grupos menos expressivos dentro das denominações Metodista, Presbiteriana, Igreja de Cristo e Batista são “pró-escolha”. Sabidamente, eles possuem uma forte identificação com movimentos “progressistas”, que apoiavam o partido democrata de Hillary Clinton.

O tom da carta deixa claro que se trata de um posicionamento político, não científico. “O direito das mulheres de tomar suas próprias decisões referente à saúde está sendo atacado no Legislativo de Iowa… Isso abre um precedente claro para o governo invadir os direitos e decisões mais pessoais das mulheres de Iowa. Isso é inconstitucional e está errado”, diz a carta.

O documento surge na esteira da votação do Senado americano, que rejeitou recentemente um projeto de lei que previa a proibição do aborto após as 20 primeiras semanas de gestação. Grande parte dos republicanos, maioria no Senado, votou a favor de que a iniciativa entrasse na ordem do dia, mas a oposição bloqueou a proposta.

Minha geração vai acabar com o aborto

Desde que assumiu a presidência, Donald Trump tomou medidas drásticas contra o aborto, cortando os repasses federais para clínicas que realizam o procedimento.

A campanha pró-vida chamada “My generation will end abortion” [Minha geração vai acabar com o aborto] tem o apoio de Donald Trump e do vice-presidente Mike Pence.

Em janeiro, pela primeira vez um presidente americano participou da Marcha Pela Vida, evento anual nas ruas de Washington. Trump fez um discurso histórico, manifestando-se contra o aborto, onde declarou: “Toda criança é um presente preciso de Deus”.

No início de março, em reunião da organização Life Institute, Pence, afirmou que “Se todos fizermos tudo o que pudermos, conseguiremos devolver a santidade da vida ao centro da lei americana”.

Em quase todos os estados americanos já existem os “centros de crise da gravidez” administrados por cristãos conservadores. Eles funcionam como clínicas, mas também oferecem aconselhamento para mulheres que não desejam engravidar ou querem abortar, visando convencê-las a ter o filho. Com informações Life News e National Review




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