Deputado contesta acusações contra Marcos Pereira

Paulo Ramos teve acesso ao processo que traz confissões de crimes entre os denunciantes


Deputado diz que investigação de Marcos Pereira é perseguição

O deputado estadual Paulo Ramos (PDT) voltou a usar seu espaço na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para falar sobre o caso do pastor Marcos Pereira, preso desde 7 de maio sob acusações de estupro.

Ramos alerta que nas denúncias há confissões de crimes, citando que o ex-pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), Rogério Menezes, chegou a dizer que recebia dinheiro dos traficantes. “Como é que alguém chega para prestar depoimento numa delegacia e diz que organizava eventos nas favelas e recebia os pagamentos dos traficantes?”.

Ao questionar o depoimento feito, o deputado lembra que Menezes deveria ter sido preso na hora, porque ele cometeu um crime. “Essa confissão deveria ter merecido imediatamente a voz de prisão”.

Com o processo em mãos, o deputado questionou o andamento do caso dando datas de acusações e ações da polícia e dos juízes que assinaram partes dos processos que levou Pereira à prisão.

O deputado do PDT lembra que não tem ligações com o segmento evangélico, mas que cobrou desde o início uma investigação séria neste caso. “Eu fui constatando que não havia uma investigação séria, havia uma perseguição, um linchamento, uma orquestração com base em interesses que hoje eu consigo identificar”, disse ele.

Ao falar sobre as conversas “obscenas” que são atribuídas a Marcos Pereira, o deputado Paulo Ramos disse que as falas não poderiam ser usadas contra ele, porque a conversa não mostra que o pastor teria cometido um crime. “Os diálogos nada interessavam à investigação”, disse ele.

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