Perseguição do Estado Islâmico é considerada “genocídio contra cristãos”

Parlamento Europeu aprova resolução, mas Estados Unidos se recusam


Perseguição do EI é "genocídio contra cristãos"

O Parlamento Europeu aprovou por unanimidade, no início deste mês, uma resolução reconhecendo que o grupo terrorista Estado Islâmico. O texto afirma que o EI – também conhecido por ISIS ou Daesh – “está perpetrando um genocídio contra cristãos e outras minorias religiosas e étnicas” na Síria e no Iraque.



Todos os representantes do Parlamento Europeu se expressaram a “veemente condenação do Daesh e de suas cruéis violações dos direitos humanos, que constituem crimes contra a humanidade e crimes de guerra, nos termos do Estatuto de Roma da Corte Penal Internacional, e que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve tomar medidas para que estes sejam reconhecidos como genocídio”.

Havia mais de um ano que se discutia uma resolução sobre a situação que as minorias étnicas e religiosas vivem no Meio Oriente.


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Agora, o documento do Parlamento Europeu coloca pressão sobre as Nações Unidas para “proibir todo tipo de ajuda ao ISIS, sobretudo o fornecimento de armas e ajuda financeira, inclusive o comércio ilegal de petróleo e exige que se caracterize este tipo de ajuda como delito em seu Direito nacional.”



Para a eurodeputada espanhola Teresa Jiménez Becerril, do segmento democrata cristão, as repercussões desta resolução são muito importantes, pois pedem que a Corte Penal Internacional comece a investigar o Estado Islâmico como responsável pela violência cometidas no Iraque e na Síria contra cristãos outras minorias religiosas e étnicas.

Um grupo de líderes cristãos está pressionando o presidente Barak Obama, para que os Estados Unidos também reconheçam o risco de “erradicação do cristianismo na região onde ele surgiu”.



Contudo, o atual líder do governo americano afirmou que os EUA não podem “dar tratamento preferencial a uma religião em detrimento de outra”, lembrando que o Estado Islâmico também mata muçulmanos. Obama tem preferido silenciar sobre o assunto pois seu país está em período de corrida eleitoral.

A estudiosa norte-americana Nina Shea, que monitora a perseguição ao cristianismo em todo o mundo, acusa o governo do seu país.

“No seio dessa administração há um viés politicamente correto que nunca vê os cristãos – incluindo tradições não-ocidentais, como as do Iraque e da Síria – como vítimas, mas sempre como os opressores”. O movimento recente de radicalização dos muçulmanos seria apenas uma reação ao imperialismo ocidental.

Enquanto isso as Nações Unidas não tomam atitude nenhuma para intervir no território dominado pelo Estado Islâmico. Desde 2013 há um pedido de ajuda formal encaminhado pelo governo da Síria. Até o momento, apenas operações de cunho humanitário foram realizadas na região.

Beneficiado pelo impasse político, o Estado Islâmico continua com sua barbárie. Além de rotineiramente executar pessoas, mantém cerca de 3.500 escravos, na sua maioria cristãos e yázidis. Cerca de 900 são crianças.




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