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Maioria dos cristãos acredita que tem o dever de combater a pobreza

Relatório da ONG Tearfund mostra como os crentes em Jesus “reagem à pobreza”, com mais frequência


Mendigos
Mendigos

A ONG cristã Tearfund, que realiza um trabalho de ação social em diferentes partes do mundo encomendou uma pesquisa ao Instituto Barna sobre a relação entre fé e caridade.

A conclusão é que os cristãos veem uma ligação direta entre suas as crenças e sua “resposta” à pobreza. Quatro de cada cinco cristãos (87%) diz que fizeram alguma coisa para amenizar a necessidade alheia no ano passado. Os índices são bastante superiores à média dos não cristãos.

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O fato é que a maioria dos cristãos acredita que tem o dever de combater a pobreza. O levantamento indica que fiéis são mais propensos a doar para caridade (73% dos cristãos contra 63% da população em geral); a doarem comida, roupas, móveis ou outros recursos para alguém com necessidades (49% dos cristãos contra 40% de todos da população em geral).

Outro aspecto que chama a atenção é a preocupação com o meio ambiente. Os cristãos também são mais propensos a reciclar e se preocupar com “energia renovável” (39% contra 35% da população em geral).

Oração e ação

As novas descobertas apontam que crescer em um lar cristão é um fator significativo na postura de quem quer mitigar a pobreza, mesmo entre adultos que não frequentam a igreja.

Seis em cada dez (62%) que dizem se preocupar com a pobreza cresceram em uma casa onde o cristianismo era ensinado. Isso ressalta o impacto de longo prazo que a educação religiosa tem no cuidado com os pobres, mesmo que a pessoa atualmente não esteja envolvida em uma igreja.

Os dados também mostram que há um número crescente daqueles que veem um aspecto essencial à sua fé minimizar o sofrimento alheio. Eles respondem à pobreza em todas as cinco dimensões: doações financeiras, oração pelos necessitados, responsabilidade pessoal, defesa de políticas governamentais e mudanças no seu estilo de vida.

Cristianismo e sociedade

David Kinnaman, presidente do Barna Group, entende que a pesquisa ajuda a dar indicações importantes sobre o papel dos cristãos na sociedade. “A questão principal que esta geração está fazendo não é se as afirmações do cristianismo são verdadeiras, mas se o cristianismo é responsável pelo bem comum na sociedade? Nossa equipe identificou fortes evidências de que muitos cristãos são, de fato, uma força para o bem no mundo. Cristãos fazem a diferença”.

Ao mesmo tempo, a dra. Ruth Valerio, uma das diretoras globais da Tearfund comemora: “Esta nova pesquisa mostra que servir aos necessitados e cuidar de toda a criação de Deus não é apenas uma disciplina cristã essencial, mas trata-se de um papel importante no crescimento espiritual”.

Ela cita ainda outros estudos similares, e destaca que “nos últimos 20 anos, a proporção da população mundial que vive em extrema pobreza caiu pela metade. O fim da pobreza extrema é possível – mas devemos agir juntos, como a igreja, unidos em uma resposta de toda a vida à extrema pobreza.”



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