“Plantar igrejas virou negócio”, denunciam teólogos africanos

Movimento denuncia predomínio da teologia da prosperidade na África


"Plantar igrejas virou negócio", denunciam teólogos africanos

Não há escassez de igrejas evangélicas no Quênia, nem de pregadores, profetas ou evangelistas. Suas megaigrejas oferecem diversos cultos, os quais atraem milhares de pessoas para ouvirem pregações “extravagantes”.



Um sermão comumente pode incluir revelações vindas de Deus, além de promessas de riqueza e cura. Porém, o que realmente falta é a mensagem autêntica do Evangelho, baseado nas Escrituras.

Dan Huffstutler, diretor da Escola Batista de Teologia da África Oriental (EABST), na capital de Nairobi, acredita que igrejas bíblicas, lideradas por pastores com solidez doutrinária são escassas.


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A última pesquisa nacional identificou que 70% dos cristãos quenianos seguem ensinamentos neopentecostais. Na última década, Dan Huffstutler identificou um aumento de fiéis que possuem “pouquíssima compreensão da doutrina cristã ou da missão da igreja segundo a Bíblia”. Para o estudioso, isso se deve à multiplicação dos pregadores da “teologia da prosperidade”.



“Plantar igrejas virou um negócio aqui”, assevera. “Homens sem treinamento e sem conhecimento bíblico entram no campo espiritual na esperança de ganhar dinheiro de pessoas ingênuas que procuram ajuda para seus problemas”. Ele entende que esse é um grande problema em diversos países do continente africano.

Agora, a Escola Batista, juntamente com outros parceiros e ministérios africanos estão tentando reverter esse quadro. Através da distribuição de literatura, como Bíblias comentadas e material de pastores africanos e americanos (Wayne Grudem, John Piper, David Helm). Além de ajudar na capacitação de novos obreiros, eles desejam dar oportunidades para pastores que realmente desejam oferecer às suas congregações o ensino bíblico. Com informações de The Gospel Coalition




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