Polícia Federal investiga campanha de Marina em 2014

Operação Turbulência mostra envolvimento de organização criminosa


Polícia Federal investiga campanha de Marina em 2014

Deflagrada hoje (21) a Operação Turbulência, da Polícia Federal, desvendou a atuação da organização criminosa que envolve 18 empresas de fachada usadas para lavar dinheiro desviado de contratos com a Petrobras. A soma é de pelo menos R$ 600 milhões.

Através do compartilhamento de informações com inquéritos da Operação Lava-Jato, Andrea Pinho, delegada da PF em Pernambuco, afirma que há indícios de que verba de propina foi usada para o financiamento das campanhas do ex-governador Eduardo Campos em 2010.

O mesmo teria ocorrido na disputa para presidente em 2014, quando Marina Silva, que era sua vice, acabou assumindo, após seu falecimento num acidente de avião. Na prestação de contas da campanha, a chapa Campos-Marina não relatou ao TSE o uso do jato.

O esquema para pagamento de políticos envolve outros políticos, como o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE). Os membros dessa organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, fizeram doações à campanha de Campos. A PF suspeita também que o mesmo grupo financiou a compra do avião que caiu em Santos, matando Campos e mais sete pessoas.

Segundo o que foi divulgado, a Operação Turbulência prendeu quatro empresários e outro está foragido. Foram apreendidos um jatinho, dois helicópteros e mais US$ 10 mil.

A empreiteira OAS pode estar envolvida no esquema, com repasse de R$ 18 milhões para uma de empresa de fachada. A empreiteira afirma que os recursos eram destinados a obras de terraplenagem na transposição do rio São Francisco.

Duas semanas atrás, Leó Pinheiro, ex-presidente e um dos sócios da OAS, afirmou em delação premiada nas investigações da Lava Jato, que fez repasse de recursos por meio de “caixa dois” para a campanha presidencial de Marina Silva em 2010, quando foi candidata pelo PV. Ela nega todas as acusações. Com informações de R7




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