Policial adota filha de viciada grávida: “Deus me guiou”

"Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance", afirma Ryan Holets


Policial adota filha de viciada grávida: "Deus me guiou"

O oficial Ryan Holets, da polícia da cidade de Albuquerque, no estado do Novo México, estava investigando um assalto a uma loja de conveniência em setembro. Em sua ronda, viu um homem e uma mulher numa calçada, atrás do prédio. Ao se aproximar deles, percebeu que a mulher grávida estava injetando uma agulha no braço do homem.

Holets se espantou em ver que ela estava com cerca de oito meses e continuava fazendo uso de drogas. Ele se aproximou dela e tentou conversar. “Por que você está fazendo essas coisas? Isso vai prejudicar muito seu bebê. Você vai matar seu bebê”, afirmou o policial. Toda a conversa foi filmada pela minicâmara que os policiais usam junto ao corpo como medida de segurança.

Crystal Champ, 35 anos, começou a chorar e disse que estava esperando encontrar alguém que adotasse a sua filha quando ele nascesse. O policial ficou parado por uns instantes olhando aquela situação e disse que sentiu Deus o constrangendo a ajudar aquela mulher.

Ele tirou do bolso uma foto de sua família – esposa e quatro filhos – e mostrei à Champ, afirmando que gostaria de adotar o bebê.

“Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance”, contou Holets em entrevista à CNN. “Foi Deus que nos aproximou. Eu realmente não tenho outra maneira de explicar”.

Obviamente, Champ ficou surpresa. Ao invés de prender os dois com posse de drogas, o policial ligou para sua esposa e pediu para se encontrar com ela. Dirigiu até onde ela estava e explicou que acabara de encontrar uma mulher grávida, viciada em drogas e que havia se oferecido para adotar seu bebê.

A esposa concordou de imediato, pois o casal já havia discutindo sobre seu desejo de adotar crianças algum dia. “Nós sentimos que Deus nos chamou para isso”, confirmou Rebecca Holets à CNN. “Está no meu coração havia um tempo”.

Em outubro, a criança nasceu. Seu nome é Hope, que significa “esperança” em inglês. A criança ficou na UTI por algumas semanas, pois nasceu com a saúde debilitada. Contudo, acabou se recuperando e hoje vive com sua família adotiva.

A usuária de drogas diz que sabe ter tomado a decisão certa ao entregar sua filha para adoção. Admite também que não teria condições de oferecer a ela uma vida estável. Champ iniciou um tratamento e ainda luta contra a dependência de drogas.

Atualmente mora em uma barraca ao lado de uma estrada na periferia da cidade. Ao falar sobre sua situação, chora. “Eu desisti. Acabei de decidir que essa seria a minha vida”, lamenta. Também relata que já tentou largar o vício outras vezes, mas sem sucesso. “[a droga] Fica voltando e arruinando minha vida”.

Champ expressou gratidão pela atitude de Holets e sua esposa, e diz que precisa haver mais pessoas como eles no mundo. “Estou tão agradecido e me sinto abençoado por que  podemos ter a Hope em nossa família”, disse o oficial Holets, que é evangélico. “[Não] é coincidência. É  providência divina”.

Assista reportagem da CNN (em inglês):




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