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Prefeito é criticado após proibir parada LGBT em praça pública

Político participou da Marcha para Jesus, o que irritou mais ainda os militantes


Foto: Porthus Junior/Agência RBS

O prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), vem sendo duramente criticado nas redes sociais e pela mídia gaúcha por ter impedido que a “Parada Livre”, marcada para este domingo (25) ocorresse na praça central da cidade.

O evento, promovido pela comunidade LGBT, está em sua 18ª edição. A prefeitura não permitiu que fosse realizado a na praça Dante Alighieri, onde normalmente acontece. Em nota, a secretaria da Cultura de Caxias, informou que “na data solicitada para a realização do evento, o perímetro da praça Dante Alighieri, que tradicionalmente recebe a Parada, estará ocupado por maquinário e operários que trabalharão na montagem da estrutura e cabeamento elétrico para o Natal”.

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Sem o apoio do poder público, a organização da Parada decidiu alugar por um estacionamento privado onde pudesse realizar o evento. Contudo, a vaquinha virtual não conseguiu arrecadar nem metade do valor necessário.

Guerra está sendo tachado de “homofóbico” e comparado com Jair Bolsonaro, a quem declarou apoio nessas eleições. A ira  dos ativistas LGBT cresceu após Guerra ter participado da Marcha para Jesus, que aconteceu dia 15, no mesmo local pedido por eles. Embora não se declare evangélico, o prefeito é conservador e tem afinidades com o segmento, além de pertencer ao PRB, ligado à Igreja Universal.

Para seu opositores, “é afrontosa e revoltante a participação de Guerra na Marcha para Jesus”.  Sandro Silva, um dos organizadores da “Parada Livre” foi enfático: “Eu não vejo questão de preconceito, eu vejo perseguição e uma total falta de visão sobre o que é o movimento LGBT”.



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