Prefeito veta projeto que incluía a Bíblia nas aulas de história

O projeto foi apresentado por um vereador que é presbítero da Assembleia de Deus


Prefeito veta projeto que incluía a Bíblia nas aulas de história

A Câmara dos Vereadores de Itapema, Santa Catarina, aprovou no começo do mês de abril um projeto de lei que permitia o uso da Bíblia no ensino de história nas escolas municipais.



Mas o prefeito da cidade, Rodrigo Costa (PSDB), vetou integralmente o projeto que era de autoria do vereador Mouzatt Barreto (PSD), aprovada por unanimidade entre os vereadores.

Ao justificar o veto, o prefeito alegou que a lei era inconstitucional, ilegal e que contrariava o interesse público. Costa também afirmou que a proposta fere o Estado laico, uma vez que a Bíblia é um livro religioso e seu uso nas salas de aula teria efeito “multiplicador” abrindo espaço para que outros livros religiosos também fossem adotados.


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Esse efeito, na visão do prefeito, seria prejudicial ao ensino da cidade, por ferir a neutralidade do Estado diante das questões religiosas.



Quando apresentou sua proposta, Mouzzat, que é presbítero da igreja Assembleia de Deus, se explicou dizendo que o projeto não feria a Constituição brasileira, pois os alunos de outras religiões não seriam constrangidos.

O projeto gerou grande debate na cidade, muitos cidadãos criticaram o pedido e outros, porém, aprovaram a iniciativa. Com o veto do prefeito, os vereadores poderiam rejeitar o desejo do Executivo e fazer a lei valer na cidade, o que não aconteceu. Com informações do blog Guarda-Sol




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