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Premiê questiona existência de Jesus e quer punir quem ofende Maomé

Líder do Paquistão pede que todos os países assinem uma "Convenção" que proíba blasfêmia contra o Islã


Imran Khan
Imran Khan. (Foto: B.K. Bangash / AP)

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, gerou grande controvérsia no final do mês passado, ao dizer que “não há menção” a Jesus na história. Portanto, assegura, seria produto de uma ficção religiosa criada por seus seguidores.

Khan fez tais declarações dia 20 de novembro, data onde é celebrado o aniversário do profeta Maomé. Durante o discurso, ele comparou Jesus a Maomé. “Havia outros profetas de Allah [além de Maomé], mas não há menção deles na história humana ou há relatos insignificantes sobre eles. Moisés é mencionado, mas não há registro sobre Jesus em livros de história”, disse de acordo com o MENRI.

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Ignorando obras históricas – como “Vida dos Doze Césares”, de Suetônio, ou os livros de Flávio Josefo e as cartas de Tácito e Plínio, o Jovem – o primeiro-ministro ao mesmo tempo ressaltou os esforços do Paquistão para reprimir a “blasfêmia”. No seu país, insultar Maomé é um crime que pode levar à pena de morte.

O líder paquistanês também disse que existe um trabalho consistente na Organização da Cooperação Islâmica (OCI) e nas Nações Unidas (ONU) para combater a blasfêmia nos países ocidentais.

Por exemplo, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos confirmou no mês passado a condenação de uma mulher austríaca que comparou o casamento de Maomé com uma criança de 6 anos de idade à pedofilia.

Khan elogiou o tribunal, insistindo que “não se pode ferir a religião de alguém sob o pretexto de liberdade de expressão”. Contudo, justificou os protestos violentos contra a blasfêmia, dizendo que são mal interpretados pelo Ocidente.

O próximo passo, explica é lutar para que todos os países do mundo assinem uma “Convenção Internacional sobre Prevenção da Difamação das Religiões”. Ele disse que o objetivo é garantir que “a liberdade de expressão não possa ser usada como pretexto para ferir os 1,25 bilhão de muçulmanos do mundo”.

Essencialmente, ele está pedindo o fim da liberdade de expressão para proteger a reputação de Maomé enquanto ofende o cristianismo, atacando a figura histórica de Jesus Cristo.

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