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Processados por negar “bolo gay”, casal pede que cristãos “tomem uma posição”

Caso no Reino Unido mostra como a liberdade religiosa está sendo abafada em nome da “diversidade”


Daniel e Amy McArthur
Daniel e Amy McArthur. (Foto: Simon Dawson/Reuters)

A Suprema Corte do Reino Unido anunciou na última quarta-feira (10) um veredito unânime a favor do casal proprietário da confeitaria Ashers, localizada em Belfast, capital da Irlanda do Norte.

Amy McArthur e seu esposo Daniel, receberam em 2014 uma encomenda de um antigo cliente, o ativista LGBT Gareth Lee. O bolo deveria ter a imagem dos personagens infantis Bert e Ernie (Beto e Ênio), de Vila Sésamo, acompanhado da frase “Apoio ao casamento gay”.

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Mesmo tendo anotado o pedido, Amy decidiu com o esposo que não faria o bolo porque eram cristãos e não defenderiam algo diferente do que creem. Ela explicou isso a Lee, que não aceitou a recusa e decidiu processá-los por “discriminação”.

Após uma longa batalha judicial e pedidos de boicote contra a Ashers, Daniel comemorou a vitória diante do prédio da Corte em Westminster. “Muitas pessoas ficarão descontentes em escutar essa decisão hoje, porque ela protege a liberdade de expressão e a liberdade de consciência para todos”, afirmou.

Na decisão dos magistrados, ficou constatado que a confeitaria não discriminou Gareth Lee. Lady Brenda Hale, presidente da Suprema Corte, destacou que o apoio ao casamento gay era uma postura política e, portanto, um tema de “objeção de consciência” para seus donos.

“Em poucas palavras, a objeção foi à mensagem e não a qualquer pessoa ou pessoas em particular”, disse Hale. A Irlanda do Norte é a única parte do Reino Unido onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo não foi legalizado.

Agora, o casal está pedindo que os cristãos “tomem posição” e defendam o que acreditam, apesar das ameaças. Daniel e Amy, falaram com o The Christian Institute, grupo legal que apoia os cristãos que enfrentam casos de discriminação LGBT.

“Eu diria aos outros cristãos para não terem medo, tomar uma posição pela palavra de Deus, porque Ele é tão fiel e está conosco”, disse Amy. Seu esposo ressalta que “Este julgamento tem muito peso pois garante a liberdade de expressão para os cristãos. As pessoas perguntam se valeu a pena passar por tudo isso. Eu respondo que sim, pois estávamos fazendo o que Deus queria que fizéssemos e acreditamos que seguimos a vontade dele”.

Contudo, ele revela que sofreu resistência dentro do meio cristão. “A coisa mais difícil foi quando outros cristãos nos disseram que não estávamos fazendo a coisa certa.”

 



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