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PSC se reinventa e quer mudar quadro político nacional a partir do Paraná

Partido cristão emplaca vice de Álvaro Dias e Takayama pavimenta vitória de Ratinho


Everaldo Pereira e Hidekazu Takayama
Everaldo Pereira e Hidekazu Takayama. (Foto: Divulgação)

Quando o pastor Everaldo Pereira se lançou candidato a presidente, em 2014, inaugurou uma tendência adotada por vários pretendentes à presidência este ano. Ele falava em ser “conservador nos costumes e liberal na economia”, frase que é repetida atualmente por João Amoedo e Jair Bolsonaro.

O Partido Social Cristão (PSC) está se reinventando nessas eleições. Em entrevista ao Gospel Prime, Everaldo afirma que está “confiante” nos resultados das urnas em outubro. O PSC fechou, segundo ele, uma “aliança programática” com Álvaro Dias (Podemos) indicando o economista Paulo Rabello de Castro.

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“Nós não abrimos mão de nossos princípios. O Podemos acolheu o nosso Plano de 20 Metas e cremos que temos uma possibilidade real de ir ao segundo turno”, destaca Everaldo. Segundo ele, “Paulo Rabello é o melhor quadro técnico para trazer desenvolvimento ao Brasil”.

O pastor acredita que o eleitor evangélico não irá votar, necessariamente, em candidatos que compartilhem da mesma fé. “Todo brasileiro quer como presidente uma pessoa honesta, ficha limpa. Queremos alguém que nos livre da desgraça que foi no país nos últimos anos”, assevera.

De fato, Álvaro Dias não possui essa identificação com o segmento, mas Everaldo entende que o PSC assegurará que a chapa “defenda o Brasil e defenda os nossos princípios [cristãos]”.

Takayama e Ratinho

Concorrendo ao Senado pelo Rio de Janeiro, Everaldo se viu envolvido nos últimos meses diretamente com a disputa no Paraná. Além de estar ao lado de Álvaro Dias, ex-governador e senador pelo Estado, alinhavou junto com o deputado federal Hidekazu Takayama uma aliança com Carlos Massa Ratinho Jr, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas para governador e pode ser eleito já no primeiro turno.

Além de ceder tempo de televisão, o PSC coloca em ação cerca de uma centena de prefeitos, vice-prefeitos, perto de mil vereadores espalhados pelo Brasil. Embora Álvaro Dias ainda não se destaque nas pesquisas nacionais, Everaldo, com larga experiência política, continua confiante: “Eleição é como mineração, só se conhece o resultado no fim do trabalho”.

Sobre Ratinho, que já possui uma antiga identificação com o segmento evangélico, Everaldo acredita que se trata de “uma liderança jovem que pode oxigenar nossa política. Uma pessoa do bem, comprometido com a ética e moralidade e já mostrou o que pode realizar pelo estado do Paraná”.

Feito inédito

Uma das apostas do PSC é na reeleição de Takayama como deputado federal. O pastor da Assembleia de Deus é o atual presidente da Frente Parlamentar Evangélica e tem dado uma nova dinâmica ao bloco. Além de marcar posição em questões importantes, como a contrariedade à legalização do aborto, o parlamentar está propondo uma “CPI do Facebook”, que buscará explicações sobre por que a rede social vem censurando conteúdo conservador e derrubando páginas sem explicação clara às vésperas da eleição.

Outro aspecto que chama atenção na articulação de Takayma é o lançamento de um candidato negro ao Senado pelo Paraná. É a primeira vez na história que isso acontece e o nome escolhido foi de Renan da Mata, considerado um sucessor político de Takayama.

A decisão faz parte da reinvenção do partido. Além de buscar o voto evangélico, Renan tenta mostrar que o partido também está preocupado com a questão da representatividade e a luta pelos direitos das minorias. Ele já obteve a chancela do presidente do Conselho Político das Assembleias de Deus no Paraná, o pastor Isaías Cardoso.



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