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Psicólogos são proibidos de tratar travestis e transexuais que procuram ajuda

“Existe ativismo político e ideológico dentro do Conselho”, denuncia Marisa Lobo


Homossexualidade
Homossexualidade

Após a derrota na justiça no tocante ao tratamento de homossexuais insatisfeitos com sua condição, o Conselho Federal de Psicologia estabeleceu uma proibição a psicólogos de “propor, realizar ou colaborar com qualquer evento ou serviço, nas esferas público e privadas, que visem conversão, reversão, readequação ou reorientação de identidade de gênero” de transexuais ou travestis.

A resolução, que contém oito artigos e foi publicada esta semana, insiste que os profissionais da área devem atuar de acordo com os princípios éticos visando “eliminar o preconceito” e não podem se engajar em qualquer ação que favoreça a discriminação.

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Na prática estabelece-se uma censura, pois os profissionais da área não poderão mais fazer pronunciamentos, em meios de comunicação ou na internet, que “legitimem ou reforcem o preconceito”. Também é vedada qualquer ação que favoreça a patologização de transexuais e travestis, pois o Conselho entende que psicólogos devem “reconhecer e legitimar a autodeterminação desses grupos em relação a suas identidades de gênero”.

Sendo assim, se um psicólogo cristão se manifestar publicamente sobre o tema de uma perspectiva bíblica ou um pastor formado em psicologia pregar contra a homossexualidade, podem ser denunciados pelo Conselho e até perder as credenciais.

O Conselho argumenta que está seguindo a Constituição, preservando a dignidade humana. Também diz que expressões e identidades de gênero são possibilidades da existência humana e não devem ser compreendidas como psicopatologias, transtornos mentais, desvios ou inadequações.

Conselho Federal pratica ativismo ideológico

A psicóloga cristã Marisa Lobo, chegou a ter o seu registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná em 2014, mas a pena foi suspensa pela Justiça e, posteriormente, substituída por uma censura pública pelo Conselho Federal.

Falando ao portal Gospel Prime ela afirma: “Esta atitude do Conselho de psicologia está gerando revolta entre os profissionais que primam pela ciência. Tenho recebido pedido de ajuda de estudantes de psicologia e psicólogos de todos os estados, concordando que, sim, há ativismo político e ideológico dentro do Conselho que teria a obrigação de ser imparcial”.

Para ela, que já escreveu livros sobre a ideologia de gênero, “estão claramente promovendo um circo, para promoção da autarquia com objetivo de ganhar prêmios? E a ciência legítima? Qual seu lugar? Entendo que temos que primar, lutar pela dignidade humana, mas isso é absurdo. O Conselho está condenando a saúde mental de muitos que não são trans, apenas estão em conflito”.

Lobo, que tem manifestado publicamente sua intenção de disputar um cargo público para travar essa luta em outros âmbitos, é categórica: “A psiquiatria afirma que cerca de 82% de crianças que se acham pertencentes ao sexo oposto não desenvolve para Disforia de Gênero, se isso não promovido, então como vamos saber se não desenvolvermos a escuta? Novamente nós, os profissionais, somos pressionados a militar ideologicamente, culturalmente para satisfazer grupos abandonando a ciência. Não vamos nos calar, vamos enfrentar para trazer de volta a psicologia científica, que se perdeu, ou nunca esteve presente em nossa profissão”.



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