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Putin quer substituir Trump em negociações de paz entre Israel e palestinos

Rússia diz que seria "mediador honesto"


Mahmoud Abbas e Vladimir Putin
Mahmoud Abbas e Vladimir Putin

A Rússia está pronta para se tornar o novo mediador no conflito entre Israel e os palestinos, disse Vladimir Safronkov, vice-embaixador russo nas Nações Unidas. Ele acrescentou que Moscou está pronta para sediar negociações diretas entre os dois lados.

A declaração veio a público durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU que tentou forçar o cancelamento das declarações do presidente Donald Trump reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. Por 14 votos a 1 os países membros do Conselho apoiaram a resolução apresentada pelo Egito, para que os EUA voltassem atrás.

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A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, utilizou o poder de veto que Washington dispõe, mas o assunto deve ser levado para a Assembleia-Geral no próximo ano.

Vassily A. Nebenzia, o embaixador russo na ONU, assegurou que seu país está pronto para se tornar “um mediador honesto” no processo de paz no Oriente Médio, convidando as partes envolvidas a abster-se de qualquer ação provocativa.

Também disse que qualquer ação unilateral poderia agravar o conflito entre israelenses e palestinos, dificultando o processo de paz que sempre foi complicado.

Para Nebenzia Jerusalém é “a questão mais sensível na arquitetura [desse processo de paz]”. Na semana passada, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas declarou que “Os Estados Unidos já não são mediadores. Já não é aceitável. Já não queremos a mediação americana”. Acrescentou que estava rompendo com todos os acordos desde os de Oslo, assinado em 1993 com a mediação americana.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou recentemente que o presidente russo, Vladimir Putin, queria acolher uma cúpula israelense-palestina para reviver as conversações de paz.

Contudo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conhece a postura de  Putin, que já anunciou que desde abril vem pressionando para a divisão de Jerusalém como condição para um acordo final.

“Reafirmamos nosso compromisso com os princípios aprovados pela ONU para um acordo palestino-israelense, que incluem o status de Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado palestino. Ao mesmo tempo, devemos afirmar que, neste contexto, vemos Jerusalém Ocidental como a capital de Israel”, afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Rússia em comunicado oficial na ocasião.

Putin vem fortalecendo a posição militar da Rússia na região, tendo participado ativamente na guerra da Síria, onde lutou ao lado de Irã e do Hezebollah, dois inimigos declarados de Israel. Com informações de Russia Today



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