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Quando uma igreja nasce dentro da prisão

As palavras a seguir são de Hea-Woo, uma cristã norte-coreana perseguida que quase morreu; mas Deus permitiu que ela enfrentasse a morte para contar seu testemunho.


Hea-Woo
Hea-Woo (Ilustrativo) (Foto: Portas Abertas)

Hea-Woo é uma cristã secreta que fugiu da Coreia do Norte para a China, foi capturada pela polícia e levada a um campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Atualmente, ela vive na Coreia do Sul e seu testemunho é fonte de inspiração para cristãos do mundo inteiro. Quando ela esteve no Brasil, em 2015, se mostrou impressionada com a liberdade que os brasileiros têm de adorar a Deus sem nenhuma restrição.

Enquanto esteve presa, ela meditava no Salmo 23: “O salmo da minha vida. Meditei nele todos os dias no campo de trabalhos forçados. Não importava se eu estivesse presa. A situação que eu tinha na minha mente não impactou quem Jesus é para mim. Ele é o meu pastor”, declarou e comentou que se sentia tranquila apesar das circunstâncias.

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“Mesmo que eu estivesse no vale da sombra da morte, eu não tinha medo de nada. Deus me confortou a cada dia. Algumas vezes, de uma maneira muito especial, quando Deus literalmente falou comigo e me disse que eu era sua amada filha. Eu só sabia que Deus estava preparando uma mesa para mim. Ele iria me abençoar e me honrar”, conta.

A cristã que adoeceu, ficou desnutrida e enfrentou o frio intenso por causa das condições deploráveis da cela onde se encontrava, disse que não esperava estar viva para ser usada por Deus. “Eu senti Deus acender um fogo em meu coração para compartilhar o evangelho com outros da prisão”, lembrou.

Embora ela soubesse que aquilo era impossível por muitas razões, já que os guardas na prisão seriam capazes de matar alguém que compartilhasse sobre o cristianismo, mesmo assim ela decidiu obedecer ao que ela entendia ser a voz de Deus. “Compartilhe sua farinha de milho com outro preso”. Quando ela ofereceu sua própria comida a um companheiro de cela, ela literalmente deu-lhe a vida.

“Eu percebi que aquele era meu chamado – trazer vida àqueles que estão morrendo. Dando minha própria comida, eu pude dar a eles vida e sacrificar a mim mesma. Isso me abriu muitas possibilidades para compartilhar sobre Cristo”, explicou. Assim, um pequeno grupo de cristãos foi formado.

“Deus colocou isso em meu coração: o anexo da prisão era o único lugar que podíamos adorar. Éramos cinco pessoas. Eu não tinha a Bíblia, então só conseguia ensinar a eles os versículos que sabia de cor. Aos domingos e no Natal, nos reuníamos em locais privados (banheiro). Então fazíamos um breve culto. Ensinei a eles alguns hinos, que cantávamos nessas reuniões”, complementa.

Depois de muitos anos, ela conseguiu fugir e tem sido uma referência para muitos que ainda não tiveram um encontro com Cristo, mesmo estando inseridos num contexto livre de perseguição religiosa. “Todos nós sobrevivemos ao campo porque cuidávamos uns dos outros. Não tivemos problemas, apesar de nossos cultos secretos”, disse.

A Igreja Perseguida tem produzido cristãos capazes de “libertar” muitas pessoas que, literalmente, vivem em cárceres religiosos. Atualmente, estima-se que entre 50 e 70 mil cristãos estejam presos em campos de trabalho forçado na Coreia do Norte.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-Um para tratar de alguns assuntos importantes, entre eles a possibilidade de libertar os cristãos que vivem sob o regime do ditador.

Hea-Woo comentou: “A família Kim não vai mudar de uma hora para outra. Mas Deus transforma as pessoas pelo seu poder. Vamos orar para que se a Coreia do Norte tem algum plano escuro, que seja revelado”, conclui a cristã.



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