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Queda nos dízimos obriga “teleigrejas” a migrarem para rádio e internet

Radio-evangelização tem sido um escape durante o momento de crise


Agenor Duque
Agenor Duque prega para fiéis da Igreja Plenitude. (Foto: Reprodução / Facebook)

A arrecadação de muitas igrejas evangélicas como a Mundial do Poder de Deus, Plenitude e Internacional da Graça, tem sido afetada por conta da crise econômica que o país enfrenta.

Isso tem gerado algumas mudanças. De acordo com o jornalista Ricardo Feltrin, muitas denominações estão optando pela “radio-evangelização” por causa do alto custo da “tele-evangelização”. Igrejas pequenas, ligadas à Assembleia de Deus, por exemplo, descobriram que é mais barato evangelizar por rádio e internet.

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Momento de decisões

Por outro lado, igrejas como a Universal decidiram se “reposicionar” no mundo da TV. Estrategicamente, o bispo Edir Macedo, reduziu drasticamente seus gastos com compra de horários.

Ele já abandonou a TV Gazeta. Provavelmente, no início de 2019, também vai deixar a grade da Rede TV. É possível que ele abandone a Band ao final do contrato e deixe de arrendar o canal 21 (UHF).

R. Soares, por sua vez, da Igreja Internacional da Graça, foi afetado pela crise não só na arrecadação de dízimos, mas também pela sua operadora de TV paga, a “Nossa TV” que vem perdendo milhares de assinantes.

Valdemiro Santiago, da Mundial, tem dois canais de TV, mas também passa por momentos difíceis para manter sua programação no ar. E o Agenor Duque, da Plenitude, que era muito presente na TV convencional, não tem conseguido bons resultados em suas “campanhas desafiadoras”.

Da TV para as rádios e internet

Tanto a Universal quanto a Internacional da Graça estão investindo mais tempo em suas próprias rádios AM e FM. A Mundial está procurando novas rádios para arrendar no interior de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Já a Plenitude está apostando não só nas rádios, mas nas mídias sociais, como o Youtube e Facebook.



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