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Sexualidade é utilizada contra o Evangelho, alerta teólogo

Russell Moore acredita que a Igreja precisa "recuperar" a sexualidade bíblica


Pastor Russell Moore. (Foto: Josh Shank/Rocket Republic)

O teólogo Russel Moore é presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, a maior denominação evangélica dos EUA. Em seu novo livro ele tenta despertar os cristãos para liderem com vários aspectos da “guerra espiritual” contra a família.

Com o título de “Como a Cruz modela um lar”, o material aborda tópicos que estão na pauta do dia, como sexualidade e casamento. No capítulo intitulado “Recuperando a sexualidade”, Moore argumenta que a sexualidade em nossa sociedade se tornou “desequilibrada” e passou a confrontar o Evangelho abertamente nas últimas décadas.

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“Desde a Queda, a humanidade está presa nas tentativas de banalizar ou deificar a sexualidade. Veja, por exemplo, a incoerência com que lidamos hoje. De muitas maneiras, o sexo é visto como algo sem tanta importância, pois todos querem ter múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida”, destaca.

Paradoxalmante, lembra o teólogo, o ato sexual ocupa o centro de produções para a TV e o cinema, e é parte integrante de toda a indústria de entretenimento. “A visão cristã da sexualidade é diferente”, enfatizou Moore, “em muitos casos, o que vemos é que usam o sexo como um ato antievangelho”.

Em sua entrevista ao Christian Post, Moore explica que “a sexualidade biblicamente definida, é uma expressão do mistério do próprio Evangelho. Assim como algumas pessoas passam a vida perseguindo a miragem de um cônjuge perfeito, muitas outras perseguem a ilusão de uma sexualidade perfeitamente transcendente, o que é idolatria. Esta é uma das razões pelas quais a Bíblia liga a sexualidade à idolatria com muita frequência tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.”

Refugio

Moore explica no livro que, quando a cultura secular valoriza a promiscuidade sexual, a confusão de gênero e a cultura do divórcio, a Igreja deveria levantar-se para mostrar uma visão diferente.

“A Igreja precisa ser o lugar pronto a receber os refugiados dessa revolução sexual, porque a revolução sexual não pode cumprir suas promessas. Então, haverá uma multidão de pessoas desapontadas com essas promessas não cumpridas. A Igreja precisa estar disposta a amar, ajudar e receber as pessoas que ficaram feridas e buscam apoio”, assegura.

Ainda segundo Moore, em uma era “obcecada pela sexualidade”, a mensagem cristã “deve inevitavelmente ser diferente do espírito desta época”.

“Em sua carta à igreja de Corinto, o apóstolo Paulo explica o vínculo orgânico e pactual entre marido e mulher. O corpo do marido pertence à esposa e vice-versa. A união de uma só carne, é mais do que uma relação sexual”, destaca.

Elemento espiritual

Em meio a todos esses movimentos que usam o sexo como justificativa, Moore diz que há um sério elemento espiritual.

“Satanás procura dividir homens e mulheres, afastando-os uns dos outros através da vergonha e do conflito. A velha serpente ainda faz isso. A relação sexual, para o cristianismo é uma reiteração da união, uma espécie de renovação de votos. Marido e mulher sinalizam assim que eles pertencem um ao outro. Este é um sinal do Evangelho. E isso inclui até mesmo o prazer do amor consumado”, finaliza.

 



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