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Socialistas querem abolir toda menção ao cristianismo na Constituição grega

Ateu declarado, primeiro-ministro Alex Tsipras trava disputa de poder com a Igreja Ortodoxa


Alexis Tsipras
Alexis Tsipras. (Foto: AFP)

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, do SYRIZA – coalizão política que se autodenomina socialista democrática – está encabeçando um movimento para que o Estado separe-se completamente da Igreja Ortodoxa Grega. Ele defende uma postura rígida de “neutralidade religiosa”, eliminando todas as referências ao cristianismo da Constituição grega.

No seu artigo 3, o texto constitucional afirma que a principal religião na Grécia é a “Igreja Ortodoxa de Cristo” e que “a Igreja da Grécia reconhece a Jesus Cristo como cabeça”.

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Ateu declarado, Tsipras planeja excluir este artigo da Constituição e disse à imprensa estar confiante de que a igreja nacional concordará com sua proposta, pois “é suficientemente madura”. Em reunião com o grupo parlamentar do SYRIZA, o premiê destacou que os princípios de neutralidade religiosa são “o futuro da Grécia”, que tem visto um aumento significativo no número de islâmicos nos últimos anos.

Disputa de poder

A disputa de poder do primeiro-ministro com a Igreja Ortodoxa é antiga. Quando tomou posse, em 2015, negou-se a fazer o juramento religioso que é uma tradição da política do país perante a Igreja Ortodoxa.

Ele é Fã de Che Guevara e um de seus filhos leva Ernesto no segundo nome em homenagem ao guerrilheiro argentino. Por conta desta devoção, o primeiro-ministro ficou apelidado de “Che Guevara grego”, principalmente por sua militância comunista que o levou a ser líder do Syriza, que reúne várias correntes de esquerda.



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