STF funciona como “agência de morte” ao tentar legalizar aborto, afirma Lucena

Deputado evangélico fez duras críticas às decisões do Supremo


STF funciona como "agência de morte" ao tentar legalizar aborto

O deputado federal Roberto de Lucena (PV/SP) foi um dos poucos membros da bancada evangélica a se posicionar claramente após a tentativa do PSOL em legalizar o aborto no Brasil.

Usando o Supremo Tribunal Federal (STF) para ajuizar uma ação, os socialistas conseguiram que a ministra Rosa Weber, exigisse um posicionamento do presidente Michel Temer, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. O prazo dado por ela encerra dia 2 de abril.

Lucena, que também é pastor evangélico, é conhecido por sua postura contrária ao aborto. Ele foi enfático ao dizer no Plenário da Câmara que a ação [do PSOL] nas mãos do STF que descriminaliza o aborto até a décima segunda semana de gestação, “constitui-se no fato de altíssima gravidade”.


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Reclamando do fato de o Supremo extrapolar sua competência e tentar legislar com suas ações, o parlamentar lembrou que “a sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra o aborto”.

Disse ainda que os ministros do STF “não tiveram um voto e que estão legislando, invadindo a competência do Congresso Nacional, a partir da judicialização de temas como este”.

Acrescentou que uma decisão do Supremo poderá descriminalizar o aborto de crianças com microcefalia. Para ele, em seguida o mesmo pode ocorrer com fetos diagnosticados com síndrome de Down.

“Nós caminharemos nesta sequência, nesta agenda de morte, fazendo com que o Supremo Tribunal Federal seja uma agência de morte, militando e defendendo essa agenda pró-aborto e que nós não podemos receber em silêncio”, denunciou.

Procurado pelo portal Gospel Prime, o deputado Lucena demonstrou sua insatisfação com a postura do STF, dizendo que se os ministros desejam legislar, que renunciem aos seus cargos e se candidatem à Câmara ou ao Senado, somente assim terão “legitimidade” para tomar decisões “dessa magnitude e dessa importância”.

Mostrou-se também preocupado com o “desequilíbrio” que a decisão da ministra Rosa Weber gera ao contrapor novamente legislativo e judiciário.

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