“Tá no Ar” chama IURD de “paraíso fiscal divino”

Pretenso “humor moderno” do programa da Globo promove o ódio aos conservadores


Marcelo Adnet
Marcelo Adnet

O “Tá no Ar” exibido na noite de terça-feira pela rede Globo exibiu o programa de número 53 do que afirmava ser “humor moderno”, sem piadas sexistas, racistas ou homofóbicas, seguindo a cartilha do politicamente correto. A única coisa que para qual não há restrições é promover o ódio aos conservadores e seus valores.

O resultado é desapontador. Capitaneado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem, o humorístico apostava em esquetes rápidos, paródias musicais e satirizar a programação televisiva do país. Contudo, nunca entregou o que prometeu. A repercussão foi baixa, tendo feito pouco sucesso fora da “redoma” global.

Esta semana, novamente os evangélicos estiveram na mira. Primeiramente no quadro “Shark Temple”, que parodia o “Shark Tank” cuja versão brasileira vai ao ar pelo canal pago Sony.

Adnet se identifica como um pastor e apresenta sua igreja como um “negócio lucrativo” e livre de impostos. Ele refere-se a todos que dão o dízimo como idiotas que podem facilmente ser enganados. No final chama suas “obreiras” que entram com sacos de dinheiro para demonstrar toda a riqueza alcançada.

Ainda que o religioso retratado seja evidentemente uma caricatura dos pastores da Universal, a mensagem é que todas as igrejas são parte de um esquema que enriquece seus líderes “espertalhões”. O quadro ecoa muito do discurso de movimentos de esquerda que exigem a taxação dos templos e questionam o direito dos evangélicos terem representantes na política.

Na sequência uma paródia da história de Abraão sacrificando Isaque no “Barracos da Bíblia”. Previsível, tratou Abraão como um maluco que acredita que Deus fala com ele.

Ato contínuo, o final do episódio trouxe Adnet cantando “Reaça”, uma versão da música “Realce”, famosa na voz de Gilberto Gil.

A letra tem trechos que diz: “Como é que pode/Quer que a ditadura volte/Mas decerto se arrependerá/Vai ter censura/Até no seu textão do face/E você mesmo pode se ferrar/ Vê um corpo desnudo/ E acha um insulto/ Para a família brasileira/ Reaça/ Não seja reaça/ Não faz sentido/Ter escola sem partido”.

Estão aí elementos que mais parecem extraídos de discursos de algum deputado do PSOL ou assemelhado. Atacar o movimento do Escola Sem Partido, é subscrever a doutrinação ideológica de fundo marxista sobre os alunos do país.

Tentar taxar de “censura” os protestos contra a exposição Queermuseu e a criança que “interagiu” com um homem nu em uma performance apresentada no Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo, é expor ao ridículo todos que se preocupam com a preservação dos valores morais na sociedade.

Por fim, alternar imagens do nazismo com marchas durante o período de intervenção militar no Brasil e dizer que “vai ter censura” caso vença a eleição um “reaça” – como são taxados os conservadores – é um produto da estratégia de desinformação reforçada continuamente pela esquerda.

Afinal, quem prometeu fazer uma revolução similar à de Cuba foi Lula. Nos discursos que proferiu antes de ser preso o ex-presidente anunciou que traria a regulamentação da imprensa e restrições que afetariam as expressões em redes sociais, similar ao que ocorre em todos os países comunistas do mundo.

Intolerância só com cristãos

Desde o início da temporada atual, a quinta, que termina na semana que vem, a intenção de atacar conservadores em pleno ano eleitoral estava bem clara. Num dos quadros de maior destaque do primeiro episódio do ano o alvo era os que se opõem às pautas progressistas (defesa do aborto, causa LGBTs etc).

Nos programas seguintes tentaram ridicularizar os católicos com o “Poligod”, que comparava alguns dogmas da igreja católica com produtos de valor questionável.

Quem acompanha o programa sabe que eles continuam atacando os  cristãos mesmo depois um deputado ter aberto uma representação no Ministério Público contra o humorístico, por promover “intolerância religiosa” contra os evangélicos.

Cinicamente, na coletiva de imprensa no início do ano, Melhem afirmou: “A gente está sempre muito atento à questão da intolerância, religiosa, sexual, ou de qualquer ordem. A gente tenta traduzir isso pela luz do humor, chamar a atenção das pessoas”.

Ao que Adnet complementou: “A gente aborda temas, mas não estamos batendo em alguém ou comprando briga. A gente acredita nos pontos de vista que apresenta. Num ano de eleições, que a gente já sabe que vão ser complicadas, o Brasil está até um pouco violento em relação a isso”.

Fica evidente que os humoristas sabiam desde o início da temporada onde queriam chegar, escolhendo claramente quem iriam atacar em um ano eleitoral. Parte da turma do “mais amor, por favor”, eles transformaram seu programa em um palanque para ideias de esquerda, algo que tem sido comum na programação da Globo como um todo.




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