Takayama: Encontro de Temer com pastores não é por apoio, é por oração

Silas Malafaia disse que não vai atender convite do presidente


Nos últimos dias, foi amplamente noticiado que a agenda do presidente Michel Temer previa encontros com uma série de pastores evangélicos, com o objetivo de pedir-lhes apoio para a Reforma da Previdência. Na segunda-feira (15), esteve com o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Já na terça (16), o compromisso era com o pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus. No dia seguinte deveria ser com R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, mas o missionário teve um problema no voo e não conseguiu embarcar para Brasília, marcando para outro dia.

Silas Malafaia, do ministério Vitória em Cristo, foi o único que deixou claro que não iria se encontrar com Temer, pois não concorda com os termos da Reforma.

Contudo, o deputado Hidekazu Takayama (PSC/PR), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, veio a público dizer que Temer na verdade está pedindo oração aos líderes evangélicos. “A vinda dos pastores se dá por causa do começo da legislatura. É o último ano do presidente e, possivelmente, ele está convidando os pastores para orar por uma boa legislatura, por um bom trabalho”, assegurou ele.

Takayama e Temer tiveram um encontro na última terça, onde o deputado paranaense deixou claro que a bancada evangélica “não é moeda de troca”. Garantiu ainda que o presidente sequer mencionou a Reforma na reunião com ele. “A gente está atuando nessa questão da reforma por entender que, se o Brasil não fizer a lição de casa, vai acontecer o que já aconteceu: cair na confiabilidade internacional. Vou ser franco a você, claro, com a força de expressão: nós nem precisamos de emendas.”

Essa tentativa de aproximação com os evangélico por parte de Temer ocorre após o presidente ter passado por vários problemas de saúde. Ao mesmo tempo, a Igreja Católica publicamente se opõe às mudanças propostas por seu governo. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sempre criticou a Reforma da Previdência, dizendo que ela aumenta a “exclusão social”. Com informações de Gazeta do Povo




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