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“Tenho uma missão espiritual”, afirma deputado médium

Presidente da Assembleia no RS diz incorporar médico morto e faz “cirurgias espirituais’


Marlon Santos
Marlon Santos

Há quem reclame de uma bancada religiosa no Congresso Nacional e do fato de alguns deputados serem pastores e falarem sobre sua posição política como um “chamado”. Os cargos públicos estão disponíveis e a democracia permite que qualquer um os ocupe.

No Rio Grande do Sul, o deputado estadual Marlon Santos (PDT), assumiu a liderança da Assembleia Legislativa e fez pronunciamentos que chamaram atenção. Ele é um médium conhecido no Estado, e alega incorporar o doutor Richard Stan, um médico alemão da II Guerra e faz regularmente “cirurgias espirituais”, alegando curar até câncer.

Na cidade de Cachoeira do Sul, Marlon/dr. Richard atende aos sábados pessoas em um pavilhão onde, sem anestesia ou sutura, opera até 6 mil pacientes, que procuram cura espiritual por terem sido desenganados pela medicina tradicional ou não terem dinheiro para um tratamento convencional.

Eleito em 2014 com 91 mil votos – a terceira maior votação do Estado – a trajetória Marlon Santos mistura política e crença. “Tenho minha missão, que não é profissional, mas espiritual. Nunca fui o deputado eleito para ser médium, mas o médium eleito para ser deputado”, afirmou ele à imprensa.

Ele conta que sua família é católica, mas na adolescência descobriu que tinha uma “missão espiritual”. Como político foi vereador e prefeito da cidade de Cachoeira do Sul. Em 2002, tornou-se deputado estadual pela primeira vez. Está no terceiro mandato e pretende concorrer novamente este ano.

“Por mais que queira separar, os “dois Marlons” se misturam. A sensibilidade o acompanha, seja no centro mediúnico ou no plenário”, afirma a deputada Juliana Brizola (PDT).

Acusado de exercício ilegal da medicina, em 1998, Marlon foi investigado pelo Ministério Público e preso em flagrante pela Polícia Civil. Condenado a 370 dias de prisão em regime semiaberto em 2001, acabou tendo a pena revertida para o pagamento de 36 salários mínimos. Segundo os jornais da época, uma das “maiores mobilizações populares de Cachoeira do Sul” pediu a soltura do médium e sua liberdade foi comemorada com uma carreata na cidade. Com informações de ClicRBS



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