Precisamos tanto da teologia reformada quanto da experiência pentecostal, defende pastor

Matt Chandler lembra que a Bíblia instrui os cristãos a não "apagar o Espírito" nem desprezar as profecias


Precisamos da teologia reformada e da experiência pentecostal

O pastor batista Matt Chandler, além de liderar a igreja Village, no Texas, influencia líderes no mundo todo através do ministério Atos 29, focado em missões. Este mês ele surpreendeu o meio acadêmico ao defender que, por ser ao mesmo tempo reformado e pentecostal é como ser um “órfão teológico”.

Em uma série de sermões, ele vem defendendo que os dois ramos evangélicos deveriam se “complementar”. Segundo Chandler, ele disse que a igreja atual lida como esses “pais divorciados” e que eles deveriam ser unidos ​​novamente.

O líder da Atos 29 se define como um “carismático”, pois sempre acreditou que os dons do Espírito Santo descritos pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12 e 14 são para hoje. Embora o termo não seja popular no Brasil, sendo pentecostal a definição mais comum, Chandler defende a visão oposta ao cessacionismo, ensinada pela maioria dos reformados. Esse conceito teológico dá conta que esses tipos de manifestações do Espírito Santo cessaram com a morte dos apóstolos.

“Por toda minha vida cristã eu me senti como um órfão teológico”, disse ele. “Ser Reformado e carismático é como andar num campo minado teológico. Sinto-me como o filho de pais divorciados que ferem um ao outro”.

Chandler ilustrou seu argumento lembrando as brigas de um casal e disse que é triste ver pastores de um grupo dizendo que os pastores do outro são influenciados por demônios ou são “falsos mestres”.

Ele também fez um desabafo: “Desejo que a nossa Igreja possa ver mãe e pai casados ​​novamente, numa convergência do Espírito com a verdade, da Palavra com as maravilhas”.

Para Chandler, o que gera muitos mal-entendidos são os estereótipos associados a cada grupo. Lembrando de sua adolescência, quando se converteu, ele ouvia os pais dos seus amigos da Assembleia de Deus dizer que os batistas eram “fechados e grosseiros” e não estavam abertos “às coisas do Espírito”.

No entanto, sendo de família batista, lhe diziam que seus amigos pentecostais rejeitavam a análise profunda da Palavra de Deus e deixavam suas “experiências” falar mais alto que a Bíblia.

Quando iniciou seu ministério, Chandler lembra que, Deus colocou alguns cristãos pentecostais “realmente estranhos” em seu caminho, que lhe ajudaram a ver as coisas de outra perspectiva.

Em sua convivência com crentes de diferentes denominações ele testemunhou alguns momentos de oração poderosos, que o instigaram a conhecer melhor o que eles defendiam. Por mais estranho que aquilo lhe parecesse, acredita, Deus estava realmente usando aquelas pessoas.

Finalizou lembrando a exortação de 1 Tessalonicenses 5: 19-21, que instrui os cristãos a não “apagar o Espírito” nem desprezar as profecias, mas testar tudo e reter o que é bom. “O que o Espírito Santo quer?”, questionou. “Exaltar a Jesus. Não apenas manifestar os dons, não exaltar a homens, mas exaltar o nome de Jesus”. Com informações de Christian Post




Deixe seu comentário!