3 teorias sobre 23 de setembro: de arrebatamento a planeta X

Teologia, astronomia, numerologia e previsões geram histeria nas redes


3 teorias sobre 23 de setembro: de arrebatamento a planeta X

Quem lembra que os maias tinham um calendário que previa o fim do mundo em 2012? No ano anterior, o pastor Harold fez duas previsões distintas, errando a data do arrebatamento e do fim do mundo.

Uma pesquisa recente mostrou que 71% dos evangélicos acreditam que já estávamos vivendo os últimos dias, enquanto 73% dos católicos diziam não crer nisso.



De fato, teorias sobre o final dos tempos não são exclusividade da Bíblia, embora as Escrituras se refiram várias vezes sobre isso. Desde que a data de 23 de setembro começou a ser aventada como o último dia da humanidade na terra, diferentes teóricos e especialistas passaram a anunciar por que criam que seria nesta data.

A sucessão de eventos que incluem o eclipse sobre os Estados Unidos, uma sequência de furacões devastadores e vários terremotos nas últimas semanas serviram para aumentar a curiosidade sobre o tema. A mídia pegou carona nos cálculos e previsões que se alastravam pelas redes sociais e deram destaque ao tema, mas por vezes acabaram deixando as pessoas confusas. É possível ver que o tema gerou certa histeria nas redes sociais.

O portal Gospel Prime fez um apanhado das três principais ideias sobre a data.



Alinhamento de estrelas é o sinal de Apocalipse 12

A astrologia estuda os corpos celestes e entende que os alinhamentos planetários e estrelas são eventos raros.  Quando um desses alinhamentos se encaixou com elementos mencionados no capítulo 12 de Apocalipse, muitos estudiosos das profecias começaram a apontar possíveis interpretações.

Um deles é Gary Ray, da revista Unsealed, que deu entrevistas a vários jornais seculares explicando que o alinhamento das estrelas, do Sol e da Lua na noite envolvem várias imagens citadas no último livro da Bíblia.

Geralmente visto como algo simbólico e não literal, o décimo segundo capítulo fala sobre uma mulher dando à luz enquanto está revestida pela luz do Sol e seus pés estão na Lua. Pois a constelação de Virgem está justamente nessa posição esta semana, com o planeta Júpiter saindo de dentro de sua “barriga” nestes dias após ficar nove meses ali.

Esse movimento não acredita que o 23 de setembro marcaria o fim do mundo, mas sim o dia do arrebatamento, pois coincide com o início da Festa das Trombetas em Israel, segundo o calendário bíblico.

Em inglês há diversos vídeos que abordam o assunto, alguns com mais de uma hora.

Confira abaixo uma das muitas explicações do fenômeno disponíveis em português

Choque do Nibiru ou Planeta X

A ideia de um planeta não identificado pela NASA, chamado de “X” e também de Nibiru, já existe a cerca de 20 anos. Em 1995, a americana Nancy Lieder criou o site ZetaTalk. Ela afirmava que tinha um canal de comunicação com alienígenas e eles a teriam alertado sobre a catástrofe de Nibiru, que se chocaria com a terra acabando com a vida em nosso planeta.

Desde então, pessoas interessadas em ufologia e contatos com extraterrestres tem falado sobre o assunto. A coisa cresceu tento que David Morrison um dos cientistas mais críticos da Nasa, já se manifestou publicamente para desmentir essa teoria que nunca marcou uma data específica. Em 2012 Nibiru começou a ser ligado a ideia do fim do mundo previsto pelos maias.

Morrison escreveu textos e gravou vídeos explicando que “Se o Nibiru ou Planeta X fosse real e se dirigisse à Terra, os astrônomos estariam seguindo ele há pelo menos uma década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe”, afirmou contundente. Em entrevista recente ao jornal The Washington Post, ele afirmou que existem cerca de 2 milhões de páginas na internet sobre a suposta colisão de Nibiru com a Terra.

David Meade, que se apresenta como um cristão estudioso de profecias publicou, em 2014, um livro ligando a ideia do choque com Nibiru com os eventos astronômicos do 23 de setembro. Ele foi criticado por teólogos cristãos e chamado de “impostor”.

Sinais do fim em datas proféticas

Em 2008, o pastor Mark Biltz, que é descendente de judeus, começou a divulgar estudos sobre as profecias e comprovou que, na tradição judaica, desde Gênesis a Bíblia afirma que os luzeiros no céu (Sol, Lua, estrelas) serviriam “para sinais”.

Juntando as datas das festas judaicas, algo que tem um valor profético evidente nas Escrituras, ele gerou um interesse renovado nas manifestações nos céus do que ele considera sinais divinos em datas especificas.

Blitz escreveu um livro sobre as “luas de sangue” e ganhou vários adeptos, em especial John Hagee, gerando uma sucessão de estudos sobre a sobreposição de fenômenos astronômicos com profecias sobre o final dos tempos. O fato delas ocorrerem exatamente nas datas bíblicas da Festa dos Tabernáculos seria um sinal claro especialmente para os judeus.

“Deus quer que olhemos para o calendário bíblico, pois ele vai sinalizar sua vinda… precisamos estar atentos às festividades bíblicas, pois são todas proféticas”, era o argumento principal de Biltz, pastor da igreja El Shaddai em Bonney Lake, Washington.

Ele já falava sobre o 23 de setembro como um sinal, pois ocorreria imediatamente após o final do ano judaico de 5777. Ao mesmo tempo, marca o início das comemorações do aniversário de 70 anos do nascimento do Israel moderno, um número considerado profético.




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