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Testemunhas de Jeová são investigadas por violação de Direitos Humanos

Seita enfrenta diferentes denúncias na Europa


Testemunhas de Jeová
Testemunhas de Jeová

Vários ex-membros das Testemunhas de Jeová da Finlândia estão recorrendo à justiça após serem impedidos de denunciar crimes sexuais dentro da organização. A Liga Finlandesa dos Direitos Humanos está acompanhando o processo e lembra que a liberdade de culto não isenta os grupos religiosos de respeitarem os direitos humanos.

O pedido de investigação aprofundada das atividades de grupos religiosos veio do secretário-geral dos Direitos Humanos, Kaari Mattila, após um programa de televisão do canal Yle, exibir entrevistas onde ex-membros das Testemunhas de Jeová fizeram graves denúncias.

Alguns dos entrevistados disseram que foram proibidos de denunciar crimes sexuais às autoridades. Em vez disso, foram instruídos a esperar a resolução dos problemas através dos “tribunais” internos da organização religiosa, sem resultado prático.

O porta-voz das Testemunhas de Jeová da Finlândia negou as acusações, dizendo defender que todas as ações criminais sejam relatadas às autoridades.

Mattila pede que, se comprovadas as acusações, a seita tenha seu registro no país anulado. “As evidências estão sendo mostradas. O que falta é as autoridades fazerem a supervisão necessária. Nossas leis sobre liberdade de religião não são um passe livre para violações dos direitos humanos”, afirmou o Secretário-Geral da Liga.

Ele explica ainda que, nos últimos anos, várias organizações levaram questões semelhantes ao Ministério do Interior, ao Ministério da Justiça e ao Ministério da Educação e Cultura, que tem um comitê responsável por examinar grupos religiosos.

Após serem proibidas na Rússia, as Testemunhas de Jeová também estão enfrentando dificuldades em Portugal, onde são acusadas de violações dos direitos humanos, por suas práticas consideradas abusivas.

Além disso, a seita responde a um processo na Corte de Justiça da União Europeia, por “reunirem informações” de maneira ilegal, nas visitas que fazem às casas com o fim de angariar novos adeptos. Com informações Yle e DW




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