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Trump cita testemunhos de cristãos em seu “discurso mais importante”

"Nós sabemos que a fé e a família são o centro da nossa vida, não o governo e a burocracia.”, lembrou.


Donald Trump
Donald Trump

O Estado da União é tradicionalmente o discurso mais importante do presidente dos Estados Unidos. Quando Donald Trump usou a oportunidade para avaliar seu primeiro ano à frente do país, ele fez algumas afirmações perante o Congresso que chamaram atenção.

Uma das frases mais marcantes foi: “Nós sabemos que a fé e a família são o centro da nossa vida, não o governo e a burocracia. Nosso lema é ‘Nós confiamos em Deus’ “. Aliás, a ênfase que ele deu aos cristãos e o número de vezes que falou sobre Deus foi um dos aspectos mais chamativos.

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A CBN foi investigar quem são os cristãos citados como exemplos, pessoas até então desconhecidas do grande público, mas que foram convidados pelo presidente para participar do evento e agora desfrutam de um reconhecimento mundial.

Num certo momentos do discurso ele mencionou Ji Seong-ho, que ele chamou de “um menino faminto da Coréia do Norte”. Em seguida, relatou que “um dia, ele tentou roubar carvão de um vagão de trem para trocar por alguma comida. Mas acabou desmaiando nos trilhos do trem, exausto de fome. Ele acordou quando um trem passava por cima dele. Ele suportou múltiplas amputações”.

“E ele suportou as várias amputações sem se importar com a dor”, afirmou Trump. Os irmãos de Seong-ho, segundo o presidente, dividiram com o menino, então com 13 anos, o pouco de comida que eles tinham para ajudá-lo a se recuperar enquanto eles próprios se alimentavam de “sujeira”, o que teria atrofiado o seu desenvolvimento. Além de ser desnutrido e amputado, o jovem Seong-ho foi torturado pelo regime por ter atravessado para a China em busca de comida, antes de escapar caminhando com muletas pela fronteia em sua fuga para a liberdade.

“Seong-ho atravessou milhares de quilômetros em muletas na China e no Sudeste Asiático para a liberdade”, disse Trump. “Hoje vive em Seul, onde resgata outros desertores, e transmite para dentro da Coreia do Norte o que o regime mais teme: a verdade”, acrescentou.

“Agora ele tem uma nova perna, mas Seong-ho, eu entendo que você guarda as muletas como uma recordação de quão longe você foi. Seu sacrifício é uma inspiração para todos nós”, disse. Quando os legisladores se levantaram, Seong-ho fez o mesmo, exibindo triunfalmente suas muletas, o que provocou aplausos.

Seong-ho levantando as muletas.

O acidente aconteceu em 1996 e Ji perdeu a mão esquerda e o pé esquerdo no acidente do trem. A tragédia atingiu a vida do rapaz quando a Coréia do Norte estava no meio de uma fome devastadora, que acabaria por matar centenas de milhares de pessoas.

Após ter fugido pra China em busca de alimento para a família, foi preso por três semanas e severamente torturado. Conforme lembrou Trump no discurso, “Seus atormentadores queriam saber se ele havia encontrado algum cristão. Ele tinha e resolveu ser livre”.

Para o presidente americano, a história de Ji é “um testamento para o anseio de toda alma humana de viver em liberdade”.

Agora, a história de Ji Seong-ho está sendo contado em jornais do mundo todo. O que a maioria deles não menciona, porém, é que na Coreia do Sul, Ji fundou o ONG em defesa dos direitos humanos chamada Now, Action, Unity, Human Rights (NAUH)  que na verdade reúne cristãos para interceder pelos norte-coreanos e evangelizá-los. Eles já ajudaram a salvar 76 pessoas que fugiram do regime comunista.

Policial exemplar

O outro exemplo citado por Trump foi do policial. “Os desafios mais difíceis trazem o que há de melhor nas pessoas da América”, disse Trump ao apresentar o casal Ryan e Rebecca Holets, do Novo México.

O policial de 27 anos patrulhava as ruas quando viu uma mulher grávida prestes a injetar heroína. Ele a deteve e disse-lhe que aquilo “iria prejudicar o feto”, lembrou Trump. Em seguida, contou como Ryan sentiu-se impelido a adotar a criança que a viciada estava esperando, mesmo que o casal já tenha quatro filhos.

Ryan Holets
Ryan Holets e sua família

Naquele momento, afirmou Trump, Ryan disse que sentiu que Deus lhe dizia: “Você vai fazer isso porque você pode”.

A criança, que dormia nos braços da mãe enquanto Trump discursava, recebeu o nome de Hope [Esperança, em inglês].

“Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance”, contou Holets em entrevista à CNN no ano passado. “Foi Deus que nos aproximou. Eu realmente não tenho outra maneira de explicar”.

Rebecca concordou de imediato, pois o casal já havia discutindo sobre seu desejo de adotar crianças algum dia. “Nós sentimos que Deus nos chamou para isso”, confirmou Rebecca Holets à CNN. “Está no meu coração havia um tempo”. A criança ficou na UTI por algumas semanas, pois nasceu com a saúde debilitada. Contudo, acabou se recuperando e hoje vive com sua família adotiva.

Crystal Champ, 35 anos, a mãe biológica de Hope, diz que tomou a decisão certa ao entregar sua filha para adoção. Admitiu que não teria condições de oferecer a ela uma vida estável. Champ iniciou um tratamento e ainda luta contra a dependência de drogas.



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