Trump é acusado de islamofobia ao mostrar vídeos de intolerância islâmica

Porta-voz da Casa Branca diz que “Se é um vídeo real, a ameaça é real. É disso que o presidente está falando"


Trump divulga vídeos mostrando intolerância islâmica

O presidente dos EUA Donald Trump usou sua conta do Twitter nesta quarta-feira (29) para compartilhar alguns vídeos que mostram a intolerância islâmica. O material foi publicado originalmente por Jayda Fransen, vice-líder do Britain First (“Reino Unido primeiro”), uma organização nacionalista.

Os vídeos mostram muçulmanos jogando um adolescente de um telhado, agredindo um menino de muletas e destruindo uma estátua da Virgem Maria.

Rapidamente Trump foi condenado pela imprensa, que afirma não ser possível “provar” a veracidade do material. Alguns deles são bem conhecidos nas redes sociais, tendo milhares de visualizações.

Grupos de defesa dos direitos civis norte-americanos pediram explicações ao presidente. Entre os argumentos mais usados estavam acusações de “islamofobia” e “promoção de discurso de ódio”.

A maior repercussão acabou vindo da Inglaterra, após James Slack, porta-voz da primeira-ministra Theresa May condenar a atitude de Trump.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, falou em nome do presidente, reforçando que seu governo pretende “promover fronteiras mais fortes” e “melhorar a segurança nacional”.

Perguntada se o presidente podia provar a veracidade dos vídeos, Sanders foi clara: “Se é um vídeo real, a ameaça é real. É disso que o presidente está falando”. Em seguida, enfatizou que os outros líderes mundiais “sabem que são ameaças reais”.

Ainda que as motivações de Trump possam ser questionadas, nenhum dos críticos, seja na mídia ou na política, falou sobre o conteúdo do material retuitado por Trump. O foco de todos recaiu sobre o fato de o presidente demonstrar “intolerância”, enquanto os vídeos ironicamente mostram demonstrações de intolerância de islâmicos.

Quando ainda era candidato, o bilionário defendia a proibição para a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, algo que, como presidente tem encontrado dificuldades para cumprir, pois suas medidas acabaram sendo revertidas na Justiça.

Os vídeos

Um dos vídeos, gravado em 2013, mostrou um islâmico radical no Egito jogando um menino de 9 anos de cima de um telhado. A filmagem foi feita no Egito, poucos dias após a queda do presidente islâmico Mohammed Morsi. Os autores do ato violento no telhado foram posteriormente condenados à morte por matarem o menino e um outro homem.

O mais conhecido dos vídeos mostra um homem, que diz ser um membro do braço da Al-Qaeda da Síria, conhecido como a Frente Nusra, destruindo uma estátua azul e branca da Virgem Maria. Ele circula na internet desde outubro de 2013, quando a guerra civil na Síria estava no auge. O material foi originalmente publicado pelo Instituto de Pesquisas sobre o Oriente Médio (MEMRI).

O terceiro mostra dois jovens brigando perto das margens de um rio. Foi um dos virais na Holanda em maio de 2017, mas acabou sendo retirado do ar no dia seguinte. Dois jovens de 16 anos foram presos, de acordo com De Telegraaf. A polícia proibiu a divulgação do vídeo. Com informações de PBS




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