26/07/2015 - 13:28

Grande tumulto no monte do templo em Jerusalém neste domingo

Especialistas temem o início de uma nova intifada


Grande tumulto no monte do templo em Jerusalém neste domingo Grande tumulto no monte do templo em Jerusalém

Segundo o calendário judaico, este domingo (26/07) é o nono dia do mês de Av. Recebeu o nome de Tisha Beav. É a data escolhida como dia de luto, em lembrança dos eventos mais trágicos da história judaica. Acredita-se que foi nessa data a destruição pelos babilônicos do Templo de Salomão, no ano 586 a.C., e a destruição do Segundo Templo, pelos romanos, no ano 70.

Cerca de 900 judeus decidiram subir ao Monte do Templo esta manhã, numa caminhada pacífica coordenada pelos membros do Instituto do Templo. Contudo, ocorreu uma reação violenta de palestinos. Os não islâmicos são oficialmente proibidos de rezar no local, que fica bem no centro de Jerusalém.

Marcha de judeus

Marcha dos judeus.

Segundo as imagens divulgadas e relatos dos envolvidos no conflito, um grupo de palestinos conhecendo a tradição, reuniu pedras, pedaços de pau, barras de ferro, além de fogos de artificio e coquetéis molotov para atingir os judeus que tentassem subir ao monte. Recentemente, o acesso dos judeus ao local ficou proibido durante 40 dias, por conta do Ramadã e só voltou a ser aberto dia 17 de julho.

No início deste domingo houve choques violentos entre palestinos e a polícia israelense, que foi alvo de pedras, garrafas, fogos de artifício e outros objetos. Segundo as autoridades, os tumultos prosseguiram pelas ruas e becos de Jerusalém

Segundo o Instituto do Templo, um judeu foi preso por tentar subir ao monte com um talit (xale ritual de oração), e outro foi detido por gritar “Shemá, Israel”, uma antiga invocação de adoração.

Geralmente os judeus fazem suas orações no Muro das Lamentações, que fica na parte inferior da estrutura onde se erguia o local mais sagrado do judaísmo. Com a tomada de Israel pelos muçulmanos no século 8º, foram construídas no local duas mesquitas, a de Omar (domo da Rocha) e Al-Aqsa.

Segundo a tradição islâmica, este é o terceiro mais sagrado para eles, após Meca e Medina, na Arábia Saudita. Desde o ressurgimento de Israel em 1948, o local permanece sob administração da Jordânia.

O governo jordaniano condenou a resposta da polícia. O ministro das Comunicações e porta-voz do governo, Mohammad al-Momani, classificou como “provocação de Israel contra árabes e muçulmanos” a suposta invasão da esplanada das mesquitas.

De acordo com al-Moman, a atividade policial “feriu os sentimentos de todos os árabes e muçulmanos e poderia levar a mais ódio”. Ele exigiu que o governo israelense assuma a responsabilidade. A Liga Árabe também condenou as ações da polícia israelense.

É crescente o atrito entre judeus e palestinos no local e especialistas temem o início de uma nova “intifada”. O termo é árabe, sendo usado para designar um movimento de revolta contra o inimigo. A última teve início em setembro de 2000 e durou quase cinco anos. Essa revolta civil dos palestinos deixou em seu rastro centenas de mortos e feridos de ambos os lados.

Teve início justamente por cauda da visita do primeiro-ministro Ariel Sharon, à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. Com informações de Instituto do Templo e Ynet News



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4 Comentários em "Grande tumulto no monte do templo em Jerusalém neste domingo"

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Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
1 ano 1 mês atrás

Eu nunca entendi, por que o Estado de Israel não tem a posse territorial da cidade de Jerusalém. Biblicamente e historicamente, a cidade do Rei David é posse israelita. A ONU já deveria ter posto um termo à essa situação. Porém, como bem apontaram alguns comentaristas, todo esse conflito de religiosidade perdura, pois Israel ainda não entendeu que YESHUA é O Messias. Essa saga territorial terá fim muito em breve. O REI está voltando!!! Maranata!!!

Cibele Carvalho
Cibele Carvalho
1 ano 1 mês atrás
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejam presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: “Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados.” Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Porque assim como vós também, outrora,… Leia mais »
Danilo Borges
Danilo Borges
1 ano 1 mês atrás
Jerusalém já pertenceu a muitos povos. Originalmente pertenceu aos cananeus, fundadores da antiga cidade de Salém (O cananeu Melquisedeque foi rei de Salém – Gn 14:18). Posteriormente, pertenceu aos jebuseus. Davi derrotou os jebuseus, tomou Jebus (Jerusalém) e usou como capital de Israel. Após a diáspora dos Judeus em 74 dC, Jerusalém pertenceu a muitos povos como os cruzados europeus e posteriormente aos árabes muçulmanos. Então desde 1945, com a criação do novo estado de Israel, a cidade pertence aos judeus e aos palestinos que já habitavam aquela região. Acho que é mais ou menos isso… se estiver errado, favor… Leia mais »
Anonima
Anonima
1 ano 1 mês atrás

A boa noticia e: não precisamos de um lugar especifico para falar com Deus e adora-lo. Entendo ambas as partes. Mas o que da a entender e mais uma questão de honra religiosa, do que propriamente o desejo de agradar a Deus…

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