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Turquia cobra bilhões de dólares para libertar pastor

Trump diz que líder evangélico é inocente e não aceita “pagar nada” por sua libertação


Andrew Brunson
Andrew Brunson. (Foto: AP)

A Casa Branca rejeitou uma oferta do governo Turquia para libertar o pastor americano Andrew Brunson, que está no centro de uma conturbada negociação entre os dois países.

O Wall Street Journal publicou neste domingo uma reportagem dando conta que o governo do presidente Donald Trump teria o pedido de liberdade do pastor atendido se perdoasse a multa bilionária aplicada ao banco turco Halkbank. Anos atrás, a instituição financeira violou as sanções americanas e fez negócios com o Irã.

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Washington e Ancara há dois anos tratam da possibilidade de soltura de Brunson, acusado de “terrorismo” pela Turquia. A recusa em lhe oferecer um julgamento imparcial e a falta de provas contra ele acabou gerando uma dura reação de Trump, que estabeleceu uma série de sanções comerciais contra o país, provocando assim a desvalorização da lira turca em quase 40%.

A proposta mais recente do governo de Recep Erdogan incluía a libertação de Brunson, além de outros cidadãos americanos e de três turcos que trabalhavam para o governo americano, em troca do fim das investigações sobre o Halkbank, que teria de arcar com uma multa que pode chegar a 10 bilhões de dólares por ter ajudado o Irã a evadir as sanções americanas.

A postura do governo dos Estados Unidos é que nenhum dos temas “em disputa” entre os dois países serão discutidos até que o pastor Brunson, 50 anos, seja solto.

Na semana passada, em um tweet, Trump havia afirmado que os EUA “não pagarão nada” em troca da libertação do pastor, a quem chamou de “refém” e “um homem inocente”.

O anúncio de tarifas sobre o alumínio e o aço importados da Turquia, levou Ancara a criar taxas para os produtos americanos.

Enquanto isso, o tribunal turco rejeitou um novo recurso de apelação da defesa de Brunson, que permanece em prisão domiciliar, mas ainda pode ser condenado a 30 anos de cadeia.



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