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Turquia envia representantes à Europa para “denunciar islamofobia”

Comissão de direitos humanos do parlamento turco quer providências da União Europeia


Islamofobia
Islamofobia

Uma comissão de direitos humanos, formada por membros do parlamento turco quer “denunciar” a islamofobia na Europa. Eles viajarão a diferentes países onde há comunidades islâmicas fortes para investigar o que chama de “aumento da intolerância” no continente.

Omer Serdar, líder do Comitê de Direitos Humanos do Parlamento, explicou que eles realizarão reuniões com autoridades durante encontros na Alemanha, na França e na Bélgica.

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Membro do Partido da Justiça e Desenvolvimento, o mesmo do presidente Recep Tayyip Erdoğan, Serdar afirmou que o objetivo é “Investigar se as autoridades tomam medidas contra a hostilidade e a discriminação islamofóbica de sua população muçulmana”.

“Vamos tentar definir questões islamofóbicas baseadas na legislação dos países ocidentais”, disse Adnan Boynukara, outro membro da comissão.

Após reunir dados dentre os países, o plano é realizar “um simpósio internacional” para abordar o tema e exigir “providências”. O primeiro alvo seria a União Europeia.

A Alemanha tem sofrido com a crise migratória nos últimos anos e testemunhado uma oposição aos imigrantes muçulmanos, que seriam os responsáveis por elevar as taxas de crime no país. Além disso, após diversos atentados terroristas de motivação religiosa, a opinião popular atualmente é bastante desfavorável aos islâmicos.

A Alemanha, um país de 81,8 milhões de habitantes, tem a segunda maior população muçulmana na Europa Ocidental, depois da França. Entre os quase 4,7 milhões de islâmicos do país, 3 milhões são de origem turca.

A comunidade muçulmana alemã afirma que foram 950 ataques a pessoas e instituições identificadas com o Islã em 2017. Em muitos casos foram ofensas dirigidas a imigrantes ou lenços arrancados da cabeça de mulheres muçulmanas. Não há registro de mortos em consequência dos embates.

Cristofobia ignorada

Ao mesmo tempo em que pretende fazer denúncias de islamofobia, o governo do presidente turco Recep Tayyip Erdogan ignora a cristofobia em seu território. As minorias religiosas, como cristãos e judeus, são consideradas “inimigos do Estado”.

O doutor Y. Alp Aslandogan, diretor executivo da Aliança Pelos Valores Compartilhados, uma ONG que defende os direitos humanos: “Todas as minorias religiosas sofrem – os armênios, os ortodoxos cristãos e os judeus, entre outros – eles passam a carregar este tipo de estigma. A mera associação com eles se torna um crime. Então, essas minorias religiosas, os próprios cidadãos, adquirem o status de inimigo”.

Erdogan conseguiu mudar a Constituição para aumentar seu poder e tenta levar o país de volta aos tempos onde a religião muçulmana era a norma no país.

Sem muito alarde por parte da mídia ocidental, cidadãos estrangeiros, incluindo vários líderes cristãos, foram presos, perderam a permissão de residência ou tiveram negada sua entrada no país. Após ter declarado o “estado de emergência”, o governo vem perseguindo regularmente todos que não se encaixam no perfil desejado.

Dezenas de missionários foram deportados ou proibidos de continuar em solo turco. O governo não deu justificativas para tais ações, embora diga que não há “motivação anticristã” em suas ações. Com informações Daily Sabah



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