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Universal processa TV portuguesa por “promoção de ódio religioso”

Igreja entra na Justiça contra TVI, alegando que reportagens são mentirosas


Bispo Edir Macedo
Bispo Edir Macedo

A série de reportagens do canal TVI de Portugal sobre uma suposta rede de adoções ilegais comandada pelos bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) naquele país gerou uma grande polêmica. Com o nome de “O Segredo dos Deuses”, as dez matérias que foram ao ar em dezembro mostraram como crianças portuguesas eram adotadas por famílias em vários países, inclusive no Brasil.

Entre os casos estariam Louis Carlos de Andrade e Vera de Andrade, filhos adotivos de Viviane Freitas, filha de Edir Macedo. Os netos do bispo vivem há muitos anos nos Estados Unidos. Eles desmentiram a TV portuguesa e exigiram “direito de resposta”, que não lhes foi dado.

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Agora, a Universal anuncia que está acionando na Justiça a TVI, que segundo eles é “uma emissora criada por grupos ligados à Igreja Católica”. O site da igreja diz que o “ataque sórdido” da TVI tinha “a intenção de atingir a honra do Bispo Edir Macedo e do corpo eclesiástico da Igreja Universal do Reino de Deus, promovendo o ódio religioso contra mais de 9 milhões de adeptos da Universal em todo o mundo”.

A liderança da Igreja Universal explica que está tomando “todas as medidas judiciais – nas esferas cível e criminal – a fim de que a Justiça venha dar a devida punição por essas imputações falsas, criminosas que desabonam a honra dos citados”.

Com conhecimento de causa, já que controla a Rede Record no Brasil, a Universal classificou o material veiculado pela TVI de “um sensacionalismo sem precedentes” e uma “aberração que nada tem de jornalismo”. Entre as acusações da igreja estão “Manipulação de entrevistas, mentiras, ocultação de provas e exploração de mães fragilizadas e atormentadas” por parte do canal de televisão português.

Em nota publicada em seu site oficial, a Universal explica ser “mentira de que os pais não foram legalmente citados no processo judicial de adoção, quando consta nos autos que eles estavam, sim, informados”. Diz ainda que as jornalistas da TVI “esconderam dos telespectadores que enquanto as crianças viveram com os pais biológicos, estavam desnutridas, doentes e moravam em uma casa sem móveis, suja, sem eletricidade e inabitável”.

A igreja assegura que todas as crianças que saíram de Portugal tinham autorização judicial e que agiu dentro da lei, conforme atestam “os documentos dos processos judiciais que tramitaram no Tribunal de Família e Menores de Lisboa”.



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