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“Venezuela é um campo de concentração onde há extermínio”, denuncia bispo

Dom Jaime Villarroel afirma que opinião pública internacional está sendo manipulada


Dom Jaime Villarroel
Dom Jaime Villarroell. (Foto: David Ramos / ACI Prensa)

O bispo venezuelano Dom Jaime Villarroel, voltou a denunciar o regime ditatorial de Nicolás Maduro. Segundo ele, o país se tornou “um campo de concentração onde estão exterminando os próprios venezuelanos”.

Falando em um evento no México, promovido pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), ele pede que a comunidade internacional ajude a Venezuela. Segundo ele, a população “não pode sair desta situação sozinho”.

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Numa comparação com o que a Alemanha nazista fez com os judeus, Villarroel sentenciou: “Este regime que hoje Nicolás Maduro preside na Venezuela está cometendo um extermínio, matando nosso povo de fome, por falta de remédios”, acrescentou de acordo com a ACI Prensa.

Ele diz que “estão cometendo uma tragédia em dimensões inimagináveis” em seu país. “Na Venezuela, tortura-se”, lembrou, mencionando que “há mais de 2 mil pessoas detidas apenas pelo fato de dissentir”. Em suma, “estão matando o nosso povo”.

Listando uma série de dificuldades que os venezuelanos têm enfrentado, reiterou que muitas denúncias foram apresentadas diante da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do Tribunal Penal Internacional, mas que nenhuma ação concreta foi tomada.

Conforme destaca, a opinião pública internacional acaba sendo manipulada, pois os meios de comunicação “estão totalmente controlados pelo governo”. A existência de uma censura faz com que a imagem para fora é que “todos os venezuelanos vivem bem” e a culpa da crise não é do regime comunista.

Ataques à Igreja

Embora Maduro declare-se católico, ele vem fazendo diversos ataques contra a Igreja Católica, disse Villarroel. Pouco falado fora do país, há uma tentativa de “criar uma ‘igreja católica reformada’, nacionalista”, que reuniria ministros de outras denominações cristãs.

O bispo venezuelano faz questão de frisar que não fala somente em seu nome. “Esta é a percepção do episcopado na Venezuela. Falo em nome de todo o episcopado”, garante.

Para ele, Maduro mentiu para o Vaticano quando pediu, há dois anos, “a mediação entre o governo e seus principais opositores”. Nenhum dos termos do acordo foi cumprido, em especial a abertura de um canal humanitário para que chegassem alimentos e remédios para o povo. “O governo de Nicolás Maduro zombou da Santa Sé, pisoteou toda a ajuda da Santa Sé, zombando do Santo Padre”, criticou.

 



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